Casos de Covid-19 em favelas do Rio crescem 105,3% em março, mais que o dobro da média da cidade

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A demanda crescente no centro de testagem da Maré e o movimento de ambulâncias na UPA do Complexo do Alemão são consequências evidentes. Nesta nova escalada da Covid-19 no Rio, nos dez bairros onde os moradores vivem predominantemente em favelas, o salto nas notificações da doença foi mais que o dobro do registrado na média da cidade. Segundo dados extraídos do painel da prefeitura, o aumento foi de 105,3% em março deste ano em comparação com o período de 31 dias imediatamente anteriores. Enquanto isso, no município como um todo, em estado de alerta, o crescimento foi de 45,5%. Apesar da diferença significativa, o detalhamento dos números revela ainda o que ONGs e lideranças locais advertem há mais de um ano: a real dimensão da pandemia nas comunidades continua mascarada, sobretudo, pela escassez de exames para detectar o coronavírus.

Em Acari, Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Gardênia Azul, Jacarezinho, Mangueira, Manguinhos, Maré, Rocinha e Vidigal, foram 702 casos notificados mês passado, contra 342 entre 29 de janeiro e 28 de fevereiro. Apenas o Complexo da Maré respondeu por 43,7% (307) do total. O que pode indicar o quanto de subnotificação há nas outras comunidades, uma vez que o conjunto de favelas da Zona Norte do Rio é o único com um programa estruturado de testagem dos moradores, numa ação que abrange também o Complexo de Manguinhos.

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Fonte: G1

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