Cachorros da Zona Sul ganham primeira academia pública do país

O ParCão da Lagoa, criado visando o bem-estar de pets cariocas, ganhou no último sábado a academia pública feita especialmente para cachorros. O núcleo de treinamento faz parte do novo programa da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA), Acãodemia Carioca. A unidade, segundo a pasta, é a primeira do país, de forma pública, destinada aos pets. Os bichinhos poderão fazer aulas de agilidade com atividades físicas e também ter consultas com os veterinários, presentes no local duas vezes por semana.

As academias estão previstas para serem instaladas em outras três regiões da cidade: Ilha do Governador e Madureira, bairros da Zona Norte, e Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Segundo o porta-voz do projeto, a longo prazo a prefeitura pretende levar a iniciativa a outras partes do Rio.

— O lançamento do programa não se restringirá à Zona Sul. Vamos replicar na Ilha do Governador, no ParCão de Madureira e na Zona Oeste. Aqui na Lagoa, requalificamos as instalações do ParCão, que estavam degradadas. Será oferecido a atividade de agilidade recreativa, e é importante que as pessoas saibam que algumas raças precisam fazer exercícios. O programa é também uma forma de socialização nas praças do Rio. A “Acãodemia” é um projeto pioneiro, o primeiro público do país, e veio para ficar — pontua Vinicius Cordeiro, secretário de Proteção e Defesa dos Animais.

Treinos promovem bem-estar e saúde

O objetivo principal é garantir a saúde e a qualidade de vida para os cães, principalmente os de raça que exigem um alto gasto de energia, como Border Collies. A agilidade do animal também vai entrar em foco, com os exercícios em pequenos circuitos com cones, túneis e outros obstáculos.

— Esse é um projeto que muito me orgulha. É a oportunidade que temos de mostrar todo o nosso carinho e cuidado com os nossos melhores amigos — comenta Eduardo Paes, que participou do lançamento da academia.

A realização desse centro de treinamento grátis conversa com o pacote de projetos de conscientização sobre as vidas animais da cidade, chamado Verão Animal 2023. Dentre as iniciativas, estão: “Minha pata não tem sola”, que alerta tutores sobre os riscos de passear com os pets em dias muito quentes; “Carioca legal recolhe as fezes do seu animal”, sobre a responsabilidade pela limpeza, remoção e destino adequado das fezes; “Adote Um Amigo”, de incentivo à adoção, e “Mutirão do banho”, realizado no Abrigo Municipal Fazenda Modelo.

As academias para cães serão levadas para outros bairros, como Barra, Ilha e Madureira
As academias para cães serão levadas para outros bairros, como Barra, Ilha e Madureira Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio/Divulgação

Ao todo, são cinco etapas

O cachorro é recebido em avaliação física para que os profissionais consigam saber sua idade, estado de saúde e outras informações. A partir dessa análise, as aulas, que duram em torno de 30 minutos, são endereçadas a cada animal com uma etapa conforme a avaliação do adestrador.

Assim, ele vai passando de fase, indo da básica, com adestramento, até a segunda etapa, conhecendo os equipamentos e obstáculos. O nível mais elevado de treinamento é a quinta etapa, na qual o cão consegue passar por todos os circuitos com facilidade. Todo esse trabalho é feito sempre em dupla, considerando o condutor e o cão.

— Um dos principais benefícios é fazer com que o cachorro saia de casa, pois se isolado por muito tempo ele fica ocioso e com ansiedade, podendo causar danos a longo prazo. Um deles é a vontade de roer móveis ou fazer suas necessidades em locais errados. Ter um local para a prática atividade física é um belo benefício — explica Janildo Santana, adestrador responsável pela Acãodemia.



Fonte: Portal G1