Bombeiros retomam buscas por pescador desaparecido em Niterói

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Continuam, nesta quarta-feira (05), as buscas pelo motorista de aplicativo John Randson Sena Ribeiro, de 29 anos, que desapareceu após ter seu barco atropelado por um barco rebocador na última segunda-feira (03). Este é o segundo dia que os familiares dele seguem sem respostas. 

 



John



John | Foto: Divulgação





 

Nas buscas estão atuando os bombeiros, a Marinha e barcos da empresa Camorim Serviços Marítimos.

Patrícia Sena, mãe de John, contou que até o momento não há nenhuma informação concreta sobre o filho. “Existiram algumas suspeitas. Fomos atrás, mas não se confirmaram. Até em hospitais. Tem gente que liga e diz que achou o corpo de um jovem com as características dele, mas vamos lá e vemos que não é ele. A gente sabe as tatuagens que ele tem, então, sabemos ver que não é o corpo dele. Eu espero em Deus que tenhamos uma resposta hoje. Eu só consegui dormir ontem depois que me deram remédio, mas acordei às 3h ouvindo a voz dele rindo, me chamando. Às 7h da manhã já estava aqui na praia novamente acompanhando as buscas”, afirmou Patrícia Sena, mãe do motorista de aplicativo. 

Patricia também contou que John é uma pessoa muito alegre. “Ele podia estar triste, mas sempre fazia piada com a situação da vida dele. Ele era muito alegre e isso faz falta. A última vez que o vi foi no réveillon, quando ele foi me buscar na casa da minha cunhada”, afirmou ela. 

 



Nas buscas estão atuando os bombeiros, a Marinha e barcos da empresa Camorim Serviços Marítimos



Nas buscas estão atuando os bombeiros, a Marinha e barcos da empresa Camorim Serviços Marítimos | Foto: Filipe Aguiar





 

O filho de John, que tem apenas 3 anos, está perguntando sobre o pai. “Ele viu pela televisão a reportagem com a foto do pai dele e entendeu que o John está no mar. Ele pede toda hora pra mãe dele trazer ele aqui”, afirmou ela. 

John é casado e pai de um menino de 3 anos. 

Recordando

John é seu concunhado, Lívio da Costa, de 39 anos, estavam pescando quando o barco deles foi atropelado por um rebocador em um canal da Baía de Guanabara próximo a saída 319 da BR-101. O concunhado foi resgatado por pescadores, mas John continua desaparecido.

 



Barco onde Jhon estava em companhia de Lívio



Barco onde Jhon estava em companhia de Lívio | Foto: Divulgação





 

Lívio contou como ocorreu o acidente. “Ele tinha esse costume de pescar sempre aqui. Viemos para pescar num momento de descontração. Vimos o barco rebocador e tentamos sinalizar que estávamos ali, mas ele estava muito rápido. A última palavra de ordem do John foi me perguntar “Lívio, o que que eu faço?” A única coisa que eu consegui fazer foi segurar na mão dele e falar “John, vamos pular na água”. Eu pulei e tive a impressão de que ele tivesse pulado também, mas quando olhei pra trás não vi ele nem no barco e nem na água. Eu vi o rebocador também quando olhei pro lado e ele estava próximo da gente. Foi uma experiência muito tensa, porque por um milésimo de segundo eu achei que ia ser atropelado por esse barco, até fechei os olhos, mas o rebocador só tocou o meu pé e depois eu consegui me desvencilhar. Mas, depois que passou a embarcação, eu não vi mais o John”, afirmou ele.

A família pede que quem tiver qualquer informação sobre ele, entre em contato com Patrícia pelo número (21) 99812-0608.



Fonte: O São Gonçalo