Alunos deixam mensagens de gratidão e saudade para seus mestres no Dia dos Professores

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Com aulas presenciais suspensas há sete meses nas redes públicas do Rio e retomadas só por poucos alunos em colégios privados, o Dia do Professor, hoje, será marcado pela saudade. Esses profissionais nunca foram tão valorizados por mães, pais, responsáveis e alunos como nesta pandemia de coronavírus. Mesmo à distância, o EXTRA quis garantir que os mestres não ficassem sem presente e preparou esta página de homenagem. São cartinhas de mais de uma dezena de alunos de diferentes séries das redes municipal e estadual do Rio para seus educadores.

“Obrigada pelo esforço, ensino, dedicação e carinho com nós seus alunos”, escreveu Joana Anacleto, aluna do 5º ano do ensino fundamental de uma escola municipal do Rio. “Professora, você é a super-heroína das aulas”, escreveu outra estudante.

Cartinha de Rhianna Ferreira, aluna do 5° ano da Escola Municipal Jean Mermoz
Cartinha de Rhianna Ferreira, aluna do 5° ano da Escola Municipal Jean Mermoz Foto: Reprodução

A saudade deu o tom dos textos e desenhos, já que o contato com os mestres, quando ocorre, é por meio telas. Nas mensagens, a gratidão pelo esforço dos professores, que, mesmo com dificuldades, falta de planejamento, estrutura e treinamento para usar as ferramentas digitais, têm se virado nos trinta para adaptar o seu trabalho.

De Allan Henrique de Castro Oliveira, aluno do 3°ano da Escola Municipal Antônio Benigno Ribeiro
De Allan Henrique de Castro Oliveira, aluno do 3°ano da Escola Municipal Antônio Benigno Ribeiro Foto: Reprodução

Cartinha de Joana Anacleto estudante do 5° ano de escola municipal do Rio
Cartinha de Joana Anacleto estudante do 5° ano de escola municipal do Rio Foto: Reprodução

Mãe de três meninas de 4, 8 e 10 anos que estudam em escola municipal, a assistente social Suzana Anacleto conta que as filhas têm tido acesso às atividades escolares por gravações, chamadas de vídeo e apostilas, mas sentem falta da sala de aula. Representante de pais nas turmas de duas filhas, este ano organizou uma festinha diferente: um vídeo de homenagem para as educadoras.

— Elas merecem, são muito dedicadas, esforçadas, atenciosas, cuidadosas, preocupadas. Temos nos sentido bem acolhidas em relação a toda equipe escolar — afirma, e completa: — Os professores têm se desdobrado para se reinventar nesse período. Espero que continuem firmes nesse propósito. Acredito em uma educação cada vez melhor, com educadores cada vez mais valorizados. É disso que precisamos!

Carta de Anny Sophia, da Escola Municipal Professora Ivone Nunes Ferreira
Carta de Anny Sophia, da Escola Municipal Professora Ivone Nunes Ferreira Foto: Reprodução

Cartinha do Davi dos Santos, aluno do 1° ano da Escola Municipal Professora Ivone Nunes Ferreira
Cartinha do Davi dos Santos, aluno do 1° ano da Escola Municipal Professora Ivone Nunes Ferreira Foto: Reprodução

Mariana Muaze é representante de responsáveis no Grupo de Trabalho para planejamento das aulas remotas e retorno presencial do Colégio Pedro II do Humaitá, no qual estudam seus filhos de 14 e 17 anos. O colégio está oferecendo em sua plataforma atividades multidisciplinares que são corrigidas e devolvidas aos alunos.

Poliana de Oliveira, aluna do 2° ano de escola municipal do Rio
Poliana de Oliveira, aluna do 2° ano de escola municipal do Rio Foto: Reprodução

Priscilla Macedo, aluna do 1° ano da Escola Municipal Professora Ivone Nunes Ferreira
Priscilla Macedo, aluna do 1° ano da Escola Municipal Professora Ivone Nunes Ferreira Foto: Reprodução

— Gostaria que tivesse mais atividades, mas compreendo. A comunidade do Pedro II é muito diversa e esse tipo de contato pede pressupõe um pacote de dados pesado. Mas as atividades já estão fazendo grande diferença para eles voltarem a ter contato com a escola — observa.

Cartinha de Sarah Souza Duarte, aluna do 2° ano da Escola Municipal Mestre Waldemiro
Cartinha de Sarah Souza Duarte, aluna do 2° ano da Escola Municipal Mestre Waldemiro Foto: Reprodução

Conrado Matos de Carvalho, aluno do pré-2 do EDI Barbara Ottoni
Conrado Matos de Carvalho, aluno do pré-2 do EDI Barbara Ottoni Foto: Reprodução

Cartinha de Julia de Souza, aluna do 2° ano da Escola Municipal Mestre Waldemiro
Cartinha de Julia de Souza, aluna do 2° ano da Escola Municipal Mestre Waldemiro Foto: Reprodução

‘Tudo que sou devo a meus professores’

Cristiana Ribeiro, de 39 anos, parou os estudos cedo, quando se tornou mãe, mas voltou para a sala de aula em 2017, no Programa de Educação de Jovens e Adultos. Hoje, cursa o ensino médio e estuda para ser professora no Instituto de Educação Sarah Kubitschek, em Campo Grande. Desde maio, tem aula todo dia de 7h a 18h, por meio de gravações, Whatsapp e chamadas de vídeo. Mas sente muita falta do “olho no olho”.

— Tudo o que sou devo a meus professores. Depois que tive esse contato dentro da sala de aula, isso mudou minha vida e minha mente sobre como os professores merecem e precisam ser valorizados. Parece que viajei o mundo só de ter entrado na escola — afirma.





Fonte: G1

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