Uma semana após naufrágio de rebocador, trabalhador continua desaparecido no mar do ES | Espírito Santo

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Familiares e amigos do marítimo, assim como equipes da Capitania dos Portos do Espírito Santo, se mobilizam para percorrer o litoral em busca de um desfecho para o período de agonia.

De acordo com a filha de Eric, Tamiris Rangel, familiares do trabalhador e amigos têm se revezado para procurar por ele por mar e por terra. No último sábado (7), parte deles percorreu o litoral Sul do Espírito Santo na tentativa de avistar Eric.

A filha afirma que a empresa Vitória Embarcações, que era responsável pela embarcação que afundou, também disponibilizou um rebocador para auxiliar na procura em alto-mar.

“Até familiares de fora do estado vieram para ajudar. Os amigos estão se revezando nas buscas, todos os pescadores já foram avisados. Não sabemos se vamos encontrar ele vivo ou morto. Então, temos que ter esperança e deixar Deus fazer o melhor”, disse Tamiris.

A Capitania dos Portos do Espírito Santo informou que três embarcações seguem sendo usadas nas buscas por Eric, que acontecem em uma área entre Jacaraípe, na Serra, e Anchieta, no Sul do estado.

Uma semana após naufrágio de rebocador, trabalhador ainda não foi encontrado

Uma semana após naufrágio de rebocador, trabalhador ainda não foi encontrado

De acordo com parentes de Eric, a embarcação na qual ele estava naufragou após bater em uma pedra, próximo à Ilha Escalvada, em Guarapari.

Outros dois tripulantes que também estavam na embarcação foram resgatados no dia 2 por um navio que passava pela região e encontram-se no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória.

Segundo a família de Eric, o homem já era aposentado, mas em função de sua experiência, ainda era chamado para prestar serviços em embarcações.

Na manhã de domingo (1º), Eric e os outros dois trabalhadores saíram de Vitória em direção ao Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, onde deveriam chegar nesta segunda. Eric fez contato com a família pela última vez quando passou pela Terceira Ponte.

Edson de Souza, dono da empresa Vitória Embarcações, a qual embarcação pertence, afirmou que por volta das 18h de domingo o contato com os tripulantes foi perdido e a Capitania dos Portos precisou ser acionada.

Outros dois trabalhadores que estavam no rebocador foram resgatados no mar na madrugada de segunda, horas após o naufrágio. Mesmo debilitados e com sinais de hipotermia, eles informaram que no momento do acidente havia uma forte ventania e o mar estava agitado.

“Eles relataram que o barco bateu numa pedra e afundou. Quando afundou, meu esposo foi para o fundo, mas como ele estava com o colete, ele boiou. Quando ele boiou, porque ele sabe nadar, ele falou com os dois colegas ‘Pedro e Salomão, vocês se cuidam aí e segurem’. Aí a onda veio e levou meu esposo”, explicou Rosângela Maria Rosa Barcelos Rangel, mulher de Eric.

Rosângela disse que há cerca de um mês o marido havia ficado à deriva por 20 dias em função de um problema com a mesma embarcação. Já no último sábado (31), segundo a mulher, ele teria ido até o barco para checar um problema e um eletricista foi chamado.

Já o dono da embarcação afirmou que há cerca de um mês o barco apresentou problemas na borracha do reversor. No entanto, ele diz que o trabalhador não ficou à deriva, pois o barco estava atracado no Porto do Açu. Após esse problema, todo o material foi trocado e a manutenção foi feita, de acordo com o proprietário.

Sobre esta última viagem, Edson garantiu que não foi constatado nenhum problema na embarcação e que eles tinham o costume de chamar Eric para verificar a embarcação antes de sair com ela, pois ele era o chefe de máquinas. Segundo Edson, o rebocador foi testado antes de seguir viagem.

A Capitania dos Portos investiga as causas do acidente.

“Foi instaurado o Inquérito Administrativo sobre Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as circunstâncias do acidente. Após sua conclusão e cumpridas as formalidades legais, o mesmo será encaminhado ao Tribunal Marítimo, que fará a devida distribuição e autuação e dará vista à Procuradoria Especial da Marinha, para que adote as medidas previstas no Art. 42 da Lei nº2.180/5”, informou a Capitania em nota.

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Fonte: G1

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