Programa Estadual de Transplante do RJ faz captação de órgãos e 4 vidas são beneficiadas pela doação de um Campista | Norte Fluminense

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Nesta sexta-feira (4), uma operação de sucesso foi realizada no município de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, pelo Programa Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro (PET-RJ). Uma equipe da Superintendência de Operações Aéreas (SOAer) acompanhou o transporte de dois rins e um fígado de doador de Campos para o Hospital São Francisco, no Rio, onde quatro pacientes seriam beneficiados. Foi a 1ª captação feita em Campos neste mês de junho e a 10ª desde o início deste ano.

Os órgãos doados são de um homem de 51 anos, que sofreu um Acidente Vascular Encefálico (AVE), após uma queda no banheiro de casa. O doador morreu na noite de quinta-feira (3), no Hospital Ferreira Machado (HFM), onde foi realizada a cirurgia para a retirada dos órgãos.

A equipe chegou a Campos por volta das 10h, em um helicóptero da Secretaria de Estado de Saúde, que também vem sendo usado para o transporte de vacinas contra a Covid-19. “Testamos o helicóptero no transporte das vacinas e percebemos que deu certo. Por isso, decidimos ampliar para a captação de órgãos, transporte das equipes, entre outros serviços”, explicou o assessor especial da superintendência de Operações Aéreas, Carlos Alberto Chaves.

O secretário de Saúde de Campos, Adelsir Barreto, ressaltou a agilidade da operação. “Assim que soubemos da doação, na noite de quinta-feira (03), preparamos o centro cirúrgico do HFM para que tudo fosse feito com segurança. Essa união entre Estado e Município é muito benéfica”, disse.

Rodrigo Medina, major do Corpo de Bombeiros do Rio, cedido à SOAer, falou sobre a queda na captação de órgãos após a pandemia do novo coronavírus. “Caiu em torno de 60%, não só no estado do Rio, mas no Brasil. Isso, porque, em todo paciente doador, se faz necessário o exame de Covid, que leva até 24 horas para ficar pronto. Daí a importância das aeronaves nessa missão, já que a agilidade é primordial. Existem órgãos, como coração e pulmão, que precisam ser retirados e transplantados em 4 horas”, explicou.

Em 2019, segundo Medina, ocorreram 142 captações de órgãos em todo o estado. Criado em 2010, o PET é um programa que realiza a captação e o transplante de coração, fígado, rim, pâncreas, pele, córnea e esclera (membrana que protege o globo ocular). O programa é o antigo Rio Transplante. A SOAer é vinculada à Secretaria de Estado de Saúde.



Fonte: G1