Justiça nega pedido de soltura de pais de bebê espancado em São Fidélis, no RJ | Norte Fluminense

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A Justiça negou o pedido da defesa para soltura dos pais do pequeno Dominick, bebê que foi espancado em abril pelo próprio pai em São Fidélis, no Noroeste Fluminense. A audiência de instrução do caso foi na tarde desta quinta-feira (14).

Apesar de negar o relaxamento da prisão dos pais da criança, a Justiça atendeu ao pedido da defesa para que o pai de Dominick realize um exame de sanidade mental.

Após as agressões, Dominick, na época com dois meses, ficou em estado grave e foi internado no Hospital Ferreira Machado. Ele ficou internado por 68 dias, sendo 55 deles na UTI.

O pai e a mãe de Dominick foram presos no dia em que ele deu entrada no hospital. O pai vai responder por tortura qualificada mediante ação e a mãe por tortura mediante omissão.

Dominick recebeu alta em junho e foi recebido com carinho por tios, avós e familiares.

Dominick recebeu alta e foi recebido com amor pelos avós e pelos tios — Foto: Reprodução/Inter TV

Uma nova audiência foi marcada para o dia 11 de novembro. O pai está preso em Itaperuna e responde por tortura qualificada e a mãe, presa em Campos, responde por omissão.

Na audiência desta quinta-feira, agendada pelo juiz titular da 1ª Vara da Comarca de São Fidélis, Marcio Roberto da Costa, foram colhidos depoimentos das testemunhas, dos réus (pai e mãe do bebê), de peritos e demais envolvidos para a produção de prova oral.

O pequeno Dominick recebeu alta no dia 9 de junho, já com quatro meses de idade. Ele passou a maior parte da curta vida internado no Hospital Ferreira Machado depois de ser agredido pelo próprio pai. A motivação do crime, segundo depoimento do pai à polícia, teria sido porque o bebê não para de chorar.

O tio do bebê, Agnaldo Rangel, acompanhou a recuperação de Dominick e mantinha todos informados pelas redes sociais, depois que o caso ganhou repercussão. A cada nova conquista na luta do bebê pela vida, Agnaldo publicava uma mensagem nas redes. Com a repercussão, uma corrente do bem se formou pela recuperação da vítima.

Agnaldo Rangel, tio do Dominick, compartilhava atualizações do boletim médico do bebê nas redes sociais — Foto: Reprodução/Inter TV

Os familiares contam que a notícia da agressão chegou para eles com um misto de espanto e revolta.

Enquanto se recuperava no hospital, Dominick passou por várias cirurgias e chegou a perder um dos rins. Depois da angústia e espera da família, o bebê voltou para casa e ficou sob os cuidados dos avós e dos tios.



Fonte: G1