Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma família enfrentando dificuldades para acessar o Hospital Municipal Ângela Maria Simões de Menezes, em Casimiro de Abreu, enquanto um homem precisava de atendimento de emergência.
Segundo relatos da família, o homem, identificado como Severino Mouzinho, conhecido como Pará, apresentava falta de ar e fazia tratamento para tuberculose. Os familiares afirmam que foram orientados a entrar por outra porta, mas encontraram a entrada trancada com um cadeado.
Após a entrada no hospital, o homem foi colocado em uma maca e encaminhado para atendimento. Pouco tempo depois, a família foi informada de sua morte.
O episódio também teria envolvido um suposto desentendimento com um funcionário da unidade. Segundo a delegada Carla Tavares, a Polícia Civil investiga possíveis crimes de vias de fato e desacato. Sobre a porta danificada, a delegada explicou que a situação pode ser analisada sob a hipótese de estado de necessidade, conforme as circunstâncias relatadas.
As circunstâncias da morte e do atendimento prestado ao paciente não estão esclarecidas nas informações disponíveis.
Opinião: Em situações de emergência, a prioridade precisa ser a vida. Quando uma pessoa chega a um hospital em busca de socorro para um familiar que passa mal, o desespero pode falar mais alto e tornar a comunicação difícil. É justamente nesses momentos que o atendimento público exige preparo, equilíbrio e, acima de tudo, empatia. Orientar a manter a calma pode ser necessário, mas entrar em uma discussão sobre a maneira de falar, enquanto alguém precisa de atendimento urgente, pode aumentar a tensão e dificultar ainda mais o diálogo. O acolhimento deve vir em primeiro lugar, porque quem procura uma emergência precisa encontrar ajuda, não mais um motivo para se desesperar.
Fonte: Portal Giro





