Confira a entrevista com Professora Natália, candidata à Prefeitura de Campos pelo PSOL | Norte Fluminense

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No dia 15 de novembro 360.626 eleitores de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, vão às urnas escolher quem vai ser o prefeito e os vereadores da cidade a partir de 1º de janeiro de 2021. E para ajudar o eleitor a definir o seu voto, o G1 convidou os 11 candidatos a participar de uma entrevista com cinco perguntas sobre temas que influenciam a vida da população.

Os candidatos que enviaram as respostas após o prazo não tiveram os seus conteúdos publicados. Respostas que ultrapassaram o limite de caractere, previamente informado, também foram cortadas para garantir o mesmo espaço de resposta a todos os postulantes.

Professora Natália é a candidata pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) à Prefeitura de Campos. Natália tem 31 anos, é formada em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em Campos dos Goytacazes, doutoranda em Políticas Sociais pela UENF e professora de Filosofia na rede pública de ensino.

Confira a entrevista com a candidata:

1. Caso eleito, quais medidas, na prática, o senhor pretende implementar para a população ter acesso a uma saúde pública de qualidade?

A saúde em nosso governo será tratada como um direito básico e universal. As despesas em Campos hoje estão com a lógica invertida: se investe muito no tratamento, que é muito caro, e pouco na prevenção e no planejamento, que, além de reduzirem os custos, e melhoram a qualidade de vida das pessoas. Nós vamos descentralizar e fortalecer os serviços da atenção básica da saúde, ampliar equipes de Estratégia de Saúde da família, simplificar a marcação de consultas e exames, garantir a presença de especialistas e realização de exames nas UBS, além de reestruturar e ampliar o número de leitos nos hospitais.

2. É possível não depender dos recursos dos royalties numa gestão municipal? Como?

A distribuição de royalties foi a fonte de recurso mais impactante na receita do município das últimas três décadas. No entanto, como os royalties são um recurso finito, a gestão municipal precisa aprender a não depender dele. Nesse sentido, os primeiros passos são fortalecer as potencialidades municipais, investir em ciência e inovação e garantir uma economia local forte. Para além das ideias de economia solidária, que são o arcabouço do nosso programa, pensamos em reorganizar o nosso polo industrial em Farol, além de criar novos, estabelecendo critérios para atender demandas do município.

3. Infraestrutura da cidade: quais as prioridades e como atendê-las?

A infraestrutura em Campos está aos frangalhos: vias esburacadas, iluminação pública cara e insuficiente, a mais alta tarifa de água e esgoto do Brasil, sendo que muitos bairros não possuem rede de esgoto. Vamos redemocratizar o direito de acesso à cidade, estabelecer uma política urbana voltada para o bem viver, priorizando a população negligenciada. Vamos revisar o contrato com as empresas para aumentar o controle social dos serviços e garantir o atendimento condizente com as tarifas praticadas, reativar a coleta seletiva em todo município e criar um Plano Municipal de Saneamento Básico.

4. Quais serão as principais ações do governo voltadas para o desenvolvimento da economia local e geração de empregos em Campos?

A crise em nosso município é a mesma que afeta todo o Brasil. Uma crise que tem muitas raízes e gera muitos frutos podres, como instabilidade econômica, precarização do trabalho e desemprego. Nosso governo vai instituir um Banco Municipal Comunitário com o papel de movimentar a economia localmente, criando uma moeda social e com linhas de crédito para micro e pequenas empresas e empreendedores individuais que queiram investir ou iniciar um negócio. Vamos criar também novos pontos de mercados municipais em áreas afastadas para escoar a produção da agricultura familiar, pesca artesanal e artesões.

5 – Cite outras ações, além das citadas anteriormente, ou algum projeto específico que o senhor gostaria de implementar e contar à população sobre?

A atual crise afeta a todos e nosso governo irá priorizar os mais vulneráveis, que sofrem mais que os demais nesses momentos de angústias e incertezas. Nosso programa prevê uma atenção especial com a assistência social, designando 3% do orçamento a essa pasta. Iremos reativar o restaurante popular central e inaugurar um novo em Guarus, vamos reinstituir o passe livre para os inscritos no CadÚnico e passagem social para todos os demais, e recriar também um programa de transferência de renda para a população vulnerável de Campos. No nosso governo, o pobre vai caber no orçamento.

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Fonte: G1

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