AROLDE DE OLIVEIRA: “precisamos impor limites constitucionais a atuações monocráticas de togados”

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O Senador Arolde de Oliveira (PSD/55), em discurso durante sessão virtual do Senado recentemente, refutou a tese do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que incluiu o nome dele (Arolde) entre os investigados no inquérito (4.828), que apura a organização e financiamento de atos antidemocráticos, por conta de uma postagem que ele publicou “organicamente”, ou seja, sem impulsionamentos, nas redes sociais no dia 26 de março.

A postagem dizia o seguinte: “os governadores do RJ e SP se elegeram nas costas de @jairbolsonaro e agora são seus maiores detratores e inimigos do Brasil. Querem o caos, mas antes que isso ocorra as FFAA entrarão em cena para a garantia da Lei e da Ordem, segundo a Constituição Federal. Muito triste”, escreveu o Senador na ocasião.

No seu pronunciamento na sessão do Senado, Arolde de Oliveira foi ainda mais incisivo nas críticas e cobrou da Casa Legislativa ação diante dos fatos: “todos os parlamentares envolvidos nesse inquérito apoiam o Governo Federal, O ministro do STF relator do processo é o mesmo das ‘fake news’ também contrário ao Governo Federal (…) O nível de convergência dessas ações parece indicar a existência de uma vontade política, resultante de ativismo, completamente estranha às atribuições constituições da corte”, disse.

Arolde de Oliveira afirma não estar preocupado com as investigações e que está aberto a prestar quaisquer tipos de esclarecimento, mas cobrou uma ação mais contundente do Senado Federal, que segundo ele está “omisso diante das ações do STF”, julgadas imparciais pela sociedade: “entendo que o Senado Federal tem competência para estabelecer limites constitucionais à atuação monocrática de togados”, disse.

O Senador pelo Rio de Janeiro revelou ainda que a sociedade brasileira espera que prosperem na casa os pedidos de impeachment e de abertura de CPI para investigar os atos do STF e que se convoque uma sessão plenária para debater o tema: “É preciso também fazer uma reflexão sobre o papel do Poder Legislativo, principalmente do Senado Federal, diante de fatos tão contundentes e da percepção clara da nação que se manifesta democraticamente, exigindo apenas, que deixem o Presidente da República governar. O silêncio reforça a percepção popular de omissão, a omissão pode ser interpretada como concordância, e a concordância pode ter viés de cumplicidade”, escreveu Arolde de Oliveira.

PARTIDO DE AROLDE TAMBÉM SE MANIFESTOU SOBRE O ASSUNTO

O Partido Social Democrático (PSD), do qual Arolde de Oliveira é presidente do Diretório Estadual do Rio de Janeiro, também se manifestou sobre o assunto. “O partido está absolutamente tranquilo sobre a lisura e correção dos atos do senador, acompanhará os desdobramentos e prestará a assistência cabível para que sejam prestados os esclarecimentos necessários. Arolde de Oliveira é um democrata que dedica grande parte de sua vida à política e à defesa dos interesses dos brasileiros, especialmente dos fluminenses”, diz trecho do documento.

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Fonte: Redação / Plantão
Fotos: divulgação