Wallace, ex-seleção de vôlei, faz post sobre ‘dar tiro em Lula’; Planalto aciona AGU para tomar providência

Sada Cruzeiro, clube que tem o oposto como um dos principais jogadores, lamentou a publicação, mas não anunciou qualquer tipo de punição

RICHARD CALLIS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOWallace na quadra durante jogo da seleção brasileira masculina de vôlei em Tóquio 2020
O oposto jogou pela seleção brasileira de vôlei por 11 anos

Campeão olímpico com a seleção brasileira de vôlei e atual atleta do Sada Cruzeiro, Wallace Souza se envolveu uma polêmica nesta terça-feira, 31. Através da função “Stories”, do Instagram, o oposto fez uma enquete perguntando quem daria “um tiro na cara do Lula” com uma espingarda calibre 12 – a ameaça contra o petista foi apagada na sequência. Através das redes sociais, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, avisou que acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para tomar providências. “Já acionei a AGU e vamos tomar todas as providências necessárias. Não vamos tolerar ameaças feitas por extremistas e golpistas!”, escreveu, em sua conta no Twitter. A reportagem doo site da Jovem Pan procurou o jogador, mas não conseguiu retorno até a publicação desta reportagem.

Já o Sada Cruzeiro, clube que tem Wallace como um dos principais jogadores, lamentou a publicação, mas não anunciou qualquer tipo de punição ao atleta.”O Sada Cruzeiro lamenta profundamente a publicação realizada pelo nosso atleta Wallace e o seu conteúdo. Vivemos um momento delicado, em que precisamos ter muita cautela com as nossas manifestações. As redes sociais podem parecer um espaço em que tudo está liberado, sem muita avaliação das possibilidades de interpretação, e isso é uma grande armadilha. Reforçaremos com todo o nosso staff, atletas e comissão técnica sobre a importância da responsabilidade no uso das mesmas. Ressaltamos, principalmente, que a violência nunca deve ser exaltada ou estimulada, e da parte do Sada Cruzeiro pedimos sinceras desculpas a todos”, declarou. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) também repudiou o episódio. “A CBV repudia qualquer tipo de violência ou incitação a atos violentos e entende que o esporte é uma ferramenta para propagação de valores como o respeito, a tolerância e a igualdade.”



Fonte: Jovem Pan