Veja 20 atletas estrangeiros que devem brilhar na Olimpíada de Tóquio – 15/07/2021 – Esporte

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A Olimpíada de Tóquio será o palco ideal para estrelas do esporte aumentarem ainda mais suas coleções de medalha, como a ginasta Simone Biles e o judoca Teddy Riner. Mas também poderá ser a confirmação de outros astros em ascensão em diversas modalidades, casos do saltador Armand Duplantis e do nadador Caeleb Dressel.

Conheça (ou relembre) 20 atletas estrangeiros para acompanhar ao longo dos Jogos:

Allyson Felix

Que ninguém duvide de sua capacidade, mas Tóquio deve ser a última Olimpíada para ver Allyson Felix em ação. A norte-americana de 35 anos é dona de seis ouros e três pratas no atletismo em Jogos Olímpicos competindo nos 200 m, 400 m e revezamentos 4 x 100 m e 4 x 400 m. Mas foi fora das pistas que seu nome ganhou mais relevância nos últimos anos.

Em 2018, Allyson se tornou mãe de Camryn. Meses depois, reclamou publicamente que a Nike, sua patrocinadora, havia oferecido valores menores de contrato por ela ter se afastado das pistas durante a gravidez. Também foi uma das principais atletas a abraçar o movimento “Vidas Negras Importam” (#BlackLivesMatter).

Armand Duplantis

A pandemia prejudicou a visibilidade do saltador de apenas 21 anos, que nasceu nos Estados Unidos, mas que compete pela Suécia. É ele o maior obstáculo do brasileiro Thiago Braz, que tenta o bicampeonato olímpico no salto com vara. Antes que a pandemia mudasse o mundo e o calendário do esporte fosse paralisado, Duplantis bateu o recorde mundial da prova. Em fevereiro de 2020, ele cravou a melhor marca em pista coberta ao saltar 6,17 m. Uma semana depois, superou o recorde com 6,18 m.

A consagração veio em setembro, em plena pandemia, quando bateu o melhor registro em pista descoberta. Na Liga Diamante de Roma, Duplantis saltou 6,15 m e superou em um centímetro o recorde que pertencia ao ucraniano Sergey Bubka desde 1994. Para todos os efeitos, a World Athletics, entidade que comanda o atletismo, não faz distinção entre marcas em pista coberta ou descoberta.

Caeleb Dressel

Sem Michael Phelps na piscina, Caeleb Dressel deve ser o grande nome da natação norte-americana em Tóquio. O nadador conquistou dois ouros olímpicos nos Jogos do Rio-2016 em provas de revezamento e se tornou dominante no Mundial de Gwangju, na Coreia do Sul, em 2019, quando obteve seis ouros e duas pratas. Nunca ninguém obteve tantas medalhas em uma única edição do evento. Por conta disso, foi nomeado o destaque do Mundial pela Fina (Federação Internacional de Natação).

Na seletiva dos Estados Unidos, Dressel conquistou classificação para três provas individuais (50 m e 100 m livre e 100 m borboleta) e deve nadar também os revezamentos. Embora não vá superar o recorde de oito ouros de Phelps em uma Olimpíada, conquistado em Pequim-2008, dificilmente algum nadador conseguirá brilhar mais do que ele nas piscinas de Tóquio.

Eliud Kipchoge

Independentemente das condições de clima e temperatura, todo o mundo aposta que o campeão olímpico da maratona seja da África. Afinal, o continente venceu cinco das útimas seis finais olímpicas da prova. E, dentre os mais fortes concorrentes, nenhum se destaca mais do que Eliud Kipchoge.

Aos 34 anos, o queniano busca se tornar o primeiro de seu país a ser bicampeão olímpico da maratona, feito só obtido pelo etíope Abebe Bikila e por Waldemar Cierpinski, da então Alemanha Oriental. Kipchoge é um exemplo típico do maratonista de elite do Quênia, considerada a pátria dos corredores de rua. Nasceu no distrito de Nandi, local que concentra a maioria dos atletas. É da etnia kalenjin, assim como a maioria dos corredores de elite do país.

Versátil, Kipchoge começou a carreira olímpica disputando os 5.000 m em pista, prova que lhe rendeu duas medalhas olímpicas. Mas o ouro veio após migrar para a maratona. Neste ciclo olímpico, Kipchoge ficou famoso ao correr a distância da maratona em menos de duas horas em desafio proposto pela Nike, patrocinadora do fundista.

A marca não foi oficializada pela World Athletics, entidade que comanda o atletismo, porque não foi obtida em prova oficial, teve a ajuda de coelhos (atletas que ditaram o ritmo da corrida para a obtenção do recorde) e um carro acompanhou os atletas servindo de corta-vento, entre outros motivos.

Joshua Cheptegei

Joshua Cheptegei começou no esporte jogando futebol. Frustrado nos gramados, migrou para as provas de campo do atletismo, inicialmente disputando o salto triplo e o salto em distância. Mas se encontrou mesmo foi nas pistas, estraçalhando recordes em distâncias longas.

Mesmo com todos os treinos atrapalhados pela pandemia do novo coronavírus, o fundista de Uganda cumpriu temporada incrível. Em agosto de 2020, quebrou o recorde dos 5.000 m que estava em poder do etíope Kenenisa Bekele havia 16 anos. Dois meses depois, estabeleceu a nova marca dos 10.000 m, superando em mais de seis segundos outro recorde que era de Bekele, esse desde 2005.

A boa performance não se restringe às pistas. Em 2018, ele bateu o recorde dos 15 km em provas de rua. No ano passado, conquistou a melhor marca da história nos 5 km. Aos 24 anos, Cheptegei tem tudo para igualar o feito de legendas como Emil Zátopek, Lasse Virén, Kenenisa Bekele e Mo Farah e conquistar o ouro nos 5.000 m e 10.000 m em uma edição olímpica. Tóquio pode ser o palco desse feito.

Katie Ledecky

Aos 24 anos, a norte-americana é uma veterana em Olimpíadas, já com cinco ouros e uma prata no currículo. Na estreia, em Londres-2012, levou um surpreendente ouro nos 800 m livre. Tinha só 15 anos. Na Olimpíada do Rio, quatro anos depois, ganhou mais quatro ouros, sendo a nadadora mais premiada da competição, além de cravar dois recordes mundiais. Sua única derrota foi no revezamento, o 4 x 100 m livre. Em Mundiais de piscina longa (50 metros), a mesma utilizada na Olimpíada, Ledecky conquistou 15 ouros e 3 pratas, sendo a nadadora com mais títulos em provas individuais na competição em toda a história.

Na seletiva olímpica dos Estados Unidos, ela confirmou o favoritismo, conseguindo a classificação nos 200 m, 400 m, 800 m e 1.500 m nado livre. Em Tóquio, vai travar duelo acirrado nos 200 m e 400 m livre com Ariarne Titmus. Em junho, a australiana nadou os 200 m livre em 1min56s09, a segunda marca mais rápida da história.

Após obter classificação olímpica, Katie chorou. Não por temer a rival da Austrália nem de emoção pelas vitórias esperadas na seletiva olímpica. Mas porque, naquele dia, a norte-americana conseguiu rever a família, que não encontrava desde o Natal de 2019. Coisas da pandemia.

Katinka Hosszú

Rainha do medley, a húngara Katinka Hosszú teve uma frustrante estreia olímpica em Londres-2012. Na ocasião, aos 23 anos, já era apontada como dominante nas provas que incluem os quatro estilos de nado: borboleta, costas, peito e livre. Mas saiu frustrada da piscina na Inglaterra: não levou nenhuma medalha olímpica para casa.

Apartir daí decidiu seguir rigorosos treinamentos que lhe renderam o apelido de Dama de Ferro. Tanto esforço valeu a pena. Quatro anos depois, no Rio-2016, aos 28 anos, a promessa finalmente se tornou realidade. Katinka conquistou três ouros e uma prata. Em Mundiais de piscina longa, ela já acumula nove ouros, uma prata e cinco bronzes. No último deles, em Gwangju, na Coreia do Sul, ela se tornou a primeira nadadora a conquistar o tetracampeonato consecutivo em uma prova individual (200 m medley). Dias depois, ganhou os 400 m medley e passou a ser a única mulher a somar cinco ouros na mesma prova em Mundiais.

Kevin Durant

Muita gente torceu o nariz para a convocação da seleção norte-americana de basquete para os Jogos de Tóquio. Na lista, não constavam os nomes de astros como LeBron James e Stephen Curry. No entanto, ninguém tinha dúvida sobre quem é o principal nome da relação: Kevin Durant. Aos 32 anos, o ala busca o tricampeonato olímpico. Ele também tem um título mundial no currículo, conquistado em 2010, na Turquia.

Durant lembra o jogador de futebol Rivaldo por suas performances em quadra e pela discrição fora dela. Foi decisivo em dois títulos do Golden State Warriors na NBA, em 2017 e 2018. No Brooklyn Nets, foi prejudicado por lesões nas duas últimas temporadas. Em 2021, porém, fez atuações destacadas nos playoffs. No jogo decisivo contra o Milwaukee Bucks, fez 48 pontos, sendo o maior cestinha da história da NBA em um jogo 7 de playoffs. Mesmo assim, viu o time cair nas semifinais da Conferência Leste por 115 a 111.

Kohei Uchimura

Um talento precoce: Kohei Uchimura começou na ginástica aos três anos. Aos 32, ostenta currículo invejável. É o atual bicampeão olímpico na modalidade individual geral, que mede o ginasta mais completo do mundo. No total, coleciona três medalhas de ouro e quatro de prata em Olimpíadas.

Nos Mundiais, são mais dez ouros, seis pratas e cinco bronzes. É considerado o ginasta mais completo da história. De fato, ninguém teve seu domínio no individual geral durante tanto tempo. Entre 2009 e 2016, foi o campeão da prova em todos os Mundiais e Olimpíadas. Por essas conquistas, foi apelidado de Rei Kohei.

Seu sonho, porém, era levar o Japão ao título olímpico por equipes, algo que não conseguiu em Pequim-2008 e Londres-2012. A conquista veio no Rio-2016. Após enfrentar seguidas lesões neste ciclo olímpico, classificou-se para o individual geral, mas deve focar apenas a barra fixa. Na seletiva japonesa, enfrentou forte concorrência de Hidenobu Yonekura. Acabou se classificando por ter um ranking superior. “Acho que não merecia. Pedi desculpas ao Yonekura”, afirmou, com a humildade de um grande campeão.

Megan Rapinoe

A jogadora da seleção feminina de futebol dos Estados Unidos chama a atenção tanto pelo fôlego em campo como pelo ativismo social fora dele. Pelo time nacional, Megan Rapinoe conquistou a Copa do Mundo da Fifa em 2015 e 2019, além do ouro olímpico em Londres-2012.

Capitã da mais forte seleção de futebol feminino do planeta, a atacante não se contentou apenas com suas performances atléticas. Ela chamou a atenção do mundo ao se engajar em campanhas contra o racismo, pelos direitos dos LGBTQIA+ e foi uma das principais atletas a se opor ao agora ex-presidente Donald Trump na última eleição nos Estados Unidos.

Queridinha das marcas, possui contratos com empresas como Nike, Samsung e Procter & Gamble. Recentemente, foi uma das estrelas de campanha da Victoria’s Secret, que se reposicionou para exaltar mulheres não pelo seu corpo, mas por suas realizações.

Naomi Osaka

A tenista é um típico exemplo de como o multiculturalismo tem feito bem ao esporte. Filha de pai haitiano e mãe japonesa, tornou-se, em 2018, a primeira japonesa a conquistar um título do torneio de simples em Grand Slam, circuito que reúne os quatro principais eventos do calendário. Ela bateu a norte-americana Serena Williams na final do Aberto dos Estados Unidos naquele ano. Em 2019, faturou o título do Aberto da Austrália e virou a primeira asiática líder do ranking mundial.

Em casa e no auge da forma, aos 23 anos, Osaka é favorita ao ouro, mas terá de superar os problemas pessoais para confirmar essa condição. Em maio, a tenista disse estar enfrentando crises de ansiedade e depressão e desistiu da disputa do torneio de Roland Garros. Para a Olimpíada, porém, confirmou participação.

Nyjah Huston

O skate é um dos badalados esportes estreantes nos Jogos Olímpicos. E o Brasil tem grande chance de abocanhar medalhas. No street masculino, porém, o favorito ao ouro é norte-americano: Nyjah Huston. O skatista é atual líder do ranking mundial da modalidade e dono de quatro títulos mundiais. O Brasil, aliás, traz boas recordações a ele. Foi no Rio de Janeiro, em 2018, e em São Paulo, no ano seguinte, que conquistou seus últimos dois ouros na competição.

De uma família de veganos da Califórnia e com pai fanático pela modalidade, Huston começou no skate com apenas cinco anos. Aos dez, viu sua família comprar uma pista coberta, onde passou a praticar todos os dias. Para acertar uma nova manobra, o skatista diz que é preciso apenas paciência.

“Reconheço que leva tempo para conseguir. Posso tentar uma manobra 30, 40 vezes, antes de acertar. E, então, meu corpo está doendo e estou fazendo apenas o meu melhor para não perder o foco”, contou, em depoimento ao site The Players’ Tribune.

Novak Djokovic

Com as desistências de Roger Federer e Rafael Nadal, Novak Djokovic deve ser o grande protagonista do tênis masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Aos 34 anos, o sérvio lidera com folga o ranking mundial do tênis, tendo conquistado neste ano Australian Open, Roland Garros e Wimbledon. Assim, ele igualou Nadal e Federer em número de conquistas em Grand Slam: 20.

Esse currículo tem sido abalado por atitudes consideradas insensatas durante a pandemia. O tenista tentou organizar torneios na Sérvia e na Croácia no momento em que o esporte mundial tinha sido paralisado e o índice de contaminação estava nas alturas. Acabou infectado pelo novo coronavírus. Em abril de 2020, em declaração polêmica, afirmou ser pessoalmente contra a vacinação e questionou a obrigatoriedade de se imunizar para poder competir.

Shelly-Ann Fraser-Pryce

Quem gosta de atletismo sabe de cor o nome composto da jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce, de 34 anos. Tóquio provavelmente será a última oportunidade de ver a velocista em ação na Olimpíada. Por ora, ela acumula seis medalhas olímpicas (dois ouros, três pratas e um bronze), mas deve acrescentar mais comendas à coleção nas pistas japonesas.

Junto com Usain Bolt, é a única atleta a ter subido ao pódio olímpico nos 100 m em três Olimpíadas seguidas, tendo vencido duas delas (Pequim-2008 e Londres-2012). Em Tóquio, terá a chance de superar o compatriota, que encerrou a carreira olímpica no Brasil.

Em Mundiais, Fraser-Pryce soma nove ouros e duas pratas. Ela conquistou quatro vezes o título mundial na chamada “prova mais nobre” do atletismo, os 100 m, incluindo a última edição do evento, em Doha, em 2019, ainda antes da pandemia. Baixinha, com 1,52 m, e conhecida por suas largadas rápidas, a jamaicana ganhou o justificado apelido de Foguete de Bolso no circuito internacional do atletismo.

Simone Biles

A pandemia apenas adiou em um ano a provável consagração de Simone Biles como a maior atleta em ação na Olimpíada de Tóquio. No Rio-2016, a norte-americana já deu mostras do domínio que exerceria na ginástica artística. Subiu ao pódio em cinco das seis competições do feminino. Foi ouro no salto, no solo, no individual geral e na disputa por equipes. Também conquistou o bronze na trave.

Em Mundiais, ela já soma 19 ouros, três pratas e três bronzes. Na última edição do evento, disputada em Stuttgart, em 2019, Biles só não ganhou o ouro nas barras assimétricas, prova que permanece sendo seu calcanhar de Aquiles. Em maio, ela executou pela primeira vez um novo movimento no salto que recebeu o seu nome.

Neste ciclo olímpico, Biles foi uma das ginastas que denunciaram os abusos sexuais do médico Larry Nassar, condenado à prisão. Ela também viu o irmão, Tevin Biles-Thomas, ser absolvido, em junho, de acusação de assassinato. Se os problemas fora do tablado não influenciarem seu desempenho, Simone Biles poderá igualar os nove ouros da ginasta Larisa Latynina, maior nome da modalidade na história olímpica.

Stephanie Gilmore

A australiana começou a pegar ondas aos dez anos, ainda em prancha de bodyboard. Aos 17, já participava de competições internacionais de surfe. Dois anos depois, em 2007, conquistou o título mundial da modalidade no ano em que estreou na elite. Viriam mais seis na carreira, o que a coloca como a maior vencedora da história ao lado da compatriota Layne Beachley, ambas com sete conquistas.

Aos 33 anos, Gilmore sabe que a estreia do surfe na Olimpíada provavelmente será a sua primeira e última chance de conquistar o ouro olímpico. Porém terá fortes concorrentes pela frente: Carissa Moore, atual campeã do circuito, e a brasileira Tatiana Weston-Webb, que a derrotou em maio na final da etapa de Margaret River, na Austrália, da WSL (Liga Mundial de Surfe, na sigla em inglês).

Sue Bird

Aos 40 anos, a norte-americana tem uma longevidade invejável no basquete. Junto com outra veterana, Diana Taurasi, 39, disputa a quinta Olimpíada, o que a coloca ao lado de poucos astros de sua modalidade que alcançaram o mesmo feito: a também norte-americana Teresa Edwards, o espanhol Juan Carlos Navarro, o australiano Andrew Gaze, o porto-riquenho Teófilo Cruz e os brasileiros Oscar Schmidt e Adrianinha. Acima de todos eles, Bird e Taurasi podem conquistar o quinto ouro olímpico, feito inédito em esportes coletivos. Elas vão liderar um grupo forte, que conta com seis estreantes em Jogos Olímpicos.

Com 1,75 m, a armadora compensa a baixa estatura para a modalidade com muita força física, velocidade e técnica. O suficiente para conquistar quatro títulos da WNBA, a liga profissional dos Estados Unidos, sempre defendendo a camisa verde e amarela do Seattle Storm. Em Mundiais, também possui quatro conquistas. Seu único fracasso foi o bronze em São Paulo, em 2006.

O Brasil, porém, não traz más recordações à jogadora. Foi no Rio-2016 que ela conheceu Megan Rapinoe, estrela da seleção de futebol dos Estados Unidos. As duas estão juntas até hoje, agora como noivas.

Teddy Riner

Aos 32 anos, o francês, nascido em Guadalupe, já é considerado o maior judoca da história. Em Tóquio, ele tem a chance de igualar o japonês Tadahiro Nomura e se tornar o segundo judoca tricampeão olímpico em uma categoria de peso. Riner já coleciona dois ouros (Londres-2012 e Rio-2016) e um bronze (Pequim-2008). Em Mundiais, são oito ouros na categoria pesado. Pouca gente duvida do favoritismo do Urso Teddy, como é chamado por causa do tamanho avantajado. São 2,04 m distribuídos em 130 kg.

Com corpo atlético para a categoria e muita técnica, ele manteve uma invencibilidade de quase dez anos, raríssima nos tatames. Em fevereiro de 2020, perdeu para o japonês Kokoro Kageura no Grand Slam de Paris. Riner está atualmente em 16º lugar no ranking mundial, muito mais por ter participado de menos eventos nos últimos tempos do que propriamente por desvantagem em relação a seus rivais.

Yulimar Rojas

Versátil, Yulimar Rojas começou a carreira no atletismo competindo no salto em altura, prova em que chegou a ser campeã dos Jogos Sul-Americanos em 2014. Posteriormente, a venezuelana também competiu no salto em distância. Mas se encontrou mesmo no salto triplo, prova em que começou a se destacar com o título do Mundial em pista coberta, disputado em Portland, em 2016.

No Rio-2016, foi derrotada por Caterine Ibargüen, da vizinha Colômbia, e ficou com a prata. Em seguida, mostrou um impressionante domínio no salto triplo, com os títulos mundiais de 2017 e 2019 (em pista descoberta) e 2018 (em pista coberta). Na primeira conquista, em Londres, destronou Ibargüen, então campeã olímpica e bicampeã mundial. A prova tinha uma nova dona.



Fonte: Máquina do Esporte