um dos maiores laterais da história do futebol

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Famoso por sua chegada constante no ataque e por seu chute fortíssimo, Roberto Carlos foi um dos melhores e mais vencedores laterais esquerdos da história do futebol. 

Com 1,68m de altura, notabilizou-se pelo físico potente, pela velocidade e pelos golaços de falta ou em chutes violentos de fora da área. Após início promissor no interior paulista, brilhou no Palmeiras e no Real Madrid, antes de jogar no Corinthians, na Rússia. Teve ainda passagens pelo futebol italiano e turco.

Canhota poderosa 

Roberto Carlos da Silva Rocha nasceu na cidade de Garça, interior de São Paulo, em 10 de abril de 1973. Além de ídolo no Real Madrid, onde conquistou inúmeros títulos, foi titular da seleção brasileira em três Copas do Mundo, sendo campeão em 2002 e vice em 1998, e teve passagens vitoriosas pelos rivais Palmeiras e Corinthians. 

Filho de lavradores, Roberto Carlos nasceu em uma fazenda de café e foi batizado em homenagem ao famoso cantor, de quem seu pai era fã. Chegou ao União São João de Araras em 1988, e com 16 anos já era titular da equipe principal, tendo chamado atenção da seleção brasileira sub-20, para a qual foi convocado. 

Em 1992, com 19 anos, chegou a fazer testes e jogar amistosos pelo Atlético Mineiro, mas retornou ao União São João, que o projetou para o futebol brasileiro. Em 1993, foi contratado pelo Palmeiras, que começava a montar um grande time com os investimentos da multinacional Parmalat em seu elenco. 

Pelo Palmeiras, foi bicampeão paulista e bicampeão brasileiro em 1993 e 1994, tendo disputado 185 jogos e marcado 20 gols. Após a decisão do Paulista de 1995, perdida para o Corinthians, foi negociado com a Internazionale por 7 milhões de dólares, um valor bem elevado para a época. 

Apesar de já ter marcado logo em sua estreia, contra o Vicenza, não se encaixou perfeitamente ao estilo de jogo de seu técnico, que esperava atuações mais defensivas de um lateral. Após 34 jogos e 7 gols pela Inter e com 23 anos, se transferiu para o Real Madrid, que em troca mandou o centroavante chileno Ivan Zamorano para a Itália.

Ídolo merengue 

O auge da carreira de Roberto Carlos sem dúvida foi no Real Madrid, onde eternizou a camisa 3 por 11 temporadas. Foram 584 jogos e 71 gols no período, além de três títulos da Liga dos Campeões. 

Em um fato raro para um defensor, suas atuações o credenciaram a ser eleito o segundo melhor jogador do mundo em 1997, ficando apenas atrás de seu compatriota Ronaldo, então em fase excepcional no Barcelona. 

Atuou ao lado de ídolos como Raul, Iker Casillas, Zinedine Zidane, Luis Figo, Ronaldo, David Beckham, Fernando Hierro e muitos outros craques que estão na história do Real e do futebol mundial. 

Em sua última temporada pelo Real Madrid, em 2006/07, conquistou o título espanhol pela quarta vez, em uma equipe que era dirigida por Fabio Capello, mesmo treinador de sua primeira temporada na Espanha. 

Atualmente, é o terceiro jogador estrangeiro com mais partidas pelo clube merengue, tendo sido superado apenas pelo brasileiro Marcelo, seu substituto na lateral esquerda, e pelo francês Karim Benzema, atual capitão da equipe.

Aos 34 anos, transferiu-se para o futebol turco, tendo jogado no Fernebache por pouco mais de dois anos, até o final de 2009, quando foi anunciado pelo Corinthians para a temporada 2010. 

Na equipe paulista, novamente fez dupla com Ronaldo Fenômeno. Apesar de não ter conquistado títulos em 2010, teve boas atuações, mas com a eliminação precoce da equipe na fase preliminar da Libertadores de 2011, para o pequeno Tolima, equipe colombiana como o Codere Colombia , o jogador decidiu rescindir seu contrato alegando ter sido ameaçado pela torcida corinthiana.

Foi jogar no futebol russo, atuando pelo Anzhi com um contrato milionário. Chegou a assumir interinamente a função de treinador, sem deixar de jogar, e em 2012, aos 39 anos, anunciou sua aposentadoria, assumindo na sequência a posição de diretor de futebol do Anzhi.

Na seleção brasileira 

Atrás apenas do também lateral Cafu, Roberto Carlos é o segundo jogador que mais vezes vestiu a camisa da seleção brasileira, com 126 atuações. 

Além do título da Copa de 2002, torneio em que marcou um gol de falta contra a China, na primeira fase, foi campeão duas vezes da Copa América, em 1997 e 1999, e da Copa das Confederações em 1997. 

Estava também no elenco treinado por Zagallo que ficou com a medalha de bronze nas Olimpíadas de 1996, após a sentida derrota para a Nigéria nas semifinais. Seu último jogo foi pelas quartas de final do Mundial de 2006, quando o Brasil foi eliminado pela França de Henry e Zidane, vice campeã do torneio. 










Fonte: Mix Vale