Tênis: Sinner vê suspensão como injusta – 05/04/2025 – Esporte


Número 1 no ranking da ATP e suspenso por três meses do circuito por causa de doping, o italiano Jannik Sinner, 23, disse considerar sua punição injusta. Ele também afirmou ter optado por entrar em acordo com a Wada (Agência Mundial Antidoping) para evitar um mal maior –ou seja, uma suspensão mais longa.

“Você tem que escolher o mal menor e eu acredito que é isso que eu fiz, mesmo que às vezes pareça um pouco injusto tudo que eu estou vivendo. Mas poderia ter sido pior. Ainda mais injustiça”, disse ele à Sky Sports Italia. É a primeira vez que o tenista fala após a suspensão.

Sinner testou positivo duas vezes no ano passado para clostebol, substância anabolizante e antibiótica proibida. À época, ele disse que não havia feito nada de errado, que o contato com a substância teria se dado por acidente, com seu fisioterapeuta, e que a substância não lhe traria vantagens esportivas.

Ele foi absolvido pela Corte Arbitral do Esporte, mas a Wada recorreu.

Sinner está suspenso desde o dia 9 de fevereiro, pouco depois de ser campeão do Aberto da Austrália. A final foi contra o alemão Alexander Zverev. Ele poderá atuar a partir do dia 4 de maio, e sua volta às competições deve ser no Aberto de Roma, em seu país natal.

Mesmo sem jogar torneios importantes, como o Indian Wells e o Aberto de Miami, Sinner manteve-se no topo do ranking e não perdeu pontos.

“Levei um tempo para me encontrar, mas ainda estou aqui. Ainda tenho um pouco de tempo para digerir tudo isso, mas mal posso esperar para voltar a Roma”, disse o italiano.

Sinner não perderá nenhum Grand Slam (os quatro torneios mais importantes do circuito –Aberto da Austrália, Roland-Garros, Wimbledon e Aberto dos Estados Unidos). O próximo a ser disputado é Roland-Garros, que começa no fim de maio.

Isso gerou críticas de outros tenistas, como o australiano Nick Kyrgios, que veem a punição, e seu timing, como branda e favorável para o italiano, que já conquistou três grand slams em sua carreira (Aberto da Austrália em 2024 e 2025 e Aberto dos Estados Unidos de 2024).



Folha de S.Paulo