Técnico de time da NFL renuncia ao cargo após denúncias de homofobia, machismo e racismo

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Jon Gruden deixou o cargo de técnico principal do Las Vegas Raiders, franquia da NFL, após a revelação de e-mails nos quais o treinador comete atos de homofobia, machismo e racismo. “Eu amo os Raiders e não quero ser uma distração. Obrigado a todos os jogadores, treinadores, funcionários e fãs. Sinto muito, eu nunca tive a intenção de machucar ninguém”, disse Gruden em comunicado oficial divulgado pelos Raiders nessa segunda, 11. Gruden estava nos Raiders desde 2018 e já havia passado pelo Tampa Bay Buccaneers como técnico principal, além de ter ocupado outros cargos em comissões técnicas de outras franquias. Na temporada atual, o Las Vegas Raiders tem três vitórias e duas derrotas e ocupa a terceira colocação da AFC Oeste, posição que o deixaria fora dos playoffs.

Nos e-mails, Gruden cometeu racismo ao se referir ao diretor executivo da Associação de Jogadores da NFL, DeMaurice Smith, como alguém que ‘tinha beiços do tamanho de um pneu da Michelin’, se posicionou contra a contratação de mulheres como juízas da NFL, contra a escolha de Michael Sam, primeiro jogador abertamente homossexual a se inscrever para o draft da liga e contra os protestos antirracistas dos jogadores que se ajoelhavam durante o hino dos Estados Unidos. Também usou ofensas homofóbicas para se referir a Roger Goodell, comissário da NFL, chamando-o de “bicha” e “um marica que é contra o futebol americano” por “pressionar Jeff Fisher, então técnico do Los Angeles Rams, a selecionar Michael Sam no draft de 2014. Os emails vieram à tona durante uma investigação da NFL e publicados pelo jornal ‘The New York Times’.



Fonte: Jovem Pan