STJD arquiva inquérito de injúria racial contra Gerson por falta de provas

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Meio-campista do Flamengo alega ter ouvido ‘cala boca, negro’ de Índio Ramírez, do Bahia, durante partida do Campeonato Brasileiro disputada em dezembro

NAYRA HALM/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOPartida entre Flamengo x Bahia aconteceu em dezembro no Maracanã

Na tarde desta quinta-feira, 11, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva – STJD informou o arquivamento do inquérito que investigava injúria racial contra o atleta Gerson, do Flamengo, que teria ouvido a frase “cala boca, negro” do colombiano Índio Ramirez, do Bahia, em partida entre as equipes disputada em dezembro de 2020, no Maracanã. Segundo o auditor Dr. Maurício Neves Fonseca, não há provas suficientes para o andamento do processo. “Temos apenas a palavra isolada do atleta Gerson, que embora tenha sido levada em consideração por este Colendo STJD, por si só não autoriza o oferecimento de denúncia”, disse no relatório enviado aos times nesta quinta.

O relator ouviu o árbitro da partida, os assistentes, o delegado da partida e o então técnico do Bahia, Mano Menezes, no processo. No entanto, nenhum deles relatou ter ouvido as ofensas ditas por Ramirez, que também negou os fatos. As testemunhas de defesa de Gerson, seus companheiros de elenco Bruno Henrique e Natan, também relataram não terem ouvido. Além disso, imagens de vídeo apresentadas e os laudos do inquérito também não comprovaram a prática de infração disciplinar. No relatório, o auditor informou que o trio rubro-negro se negou a prestar depoimento no dia 03 de fevereiro, “não compareceu ao Tribunal e nem manifestou desejo de realizar as oitivas por videoconferência”.





Fonte: Jovem Pan

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