Santos de Diniz vence o São Paulo por 2 a 0 e mantém o rival em jejum no Brasileirão

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Foi a primeira vez que o treinador enfrentou o rival desde sua saída do Morumbi, em fevereiro deste ano; o time de Hernán Crespo soma dois empates e três derrotas no torneio

CAIO HENRIQUE/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDOVitória do Santos ampliou jejum do Tricolor

Depois de cinco rodadas, o São Paulo continua sem vencer no Campeonato Brasileiro. A equipe do Morumbi foi sufocada pelo Santos e perdeu por 2 a 0 na Vila Belmiro, neste domingo, 20. Errático na defesa, perdido no meio e apático no ataque, o São Paulo nem se aproximou da vitória e ampliou a má campanha no torneio. Agora, são dois empates e três derrotas. O resultado foi um prêmio merecido para a intensidade, aplicação e a organização tática do Santos, que mostra evolução com a chegada de Fernando Diniz. O triunfo na Vila Belmiro representou um êxito pessoal de Diniz. Foi a primeira vez que o treinador enfrentou o rival desde sua saída do Morumbi, em fevereiro deste ano. O técnico foi responsável direito pela vitória, com uma estratégia de marcação intensa, sufocando a defesa rival, e a escalação de três atacantes.

Os desfalques que atrapalharam a escalação do São Paulo na Vila Belmiro se multiplicam para as próximas rodadas. O atacante Luciano, uma das peças-chave do esquema são-paulino, foi substituído no primeiro tempo por problemas musculares. Saiu de campo chorando, projetando um longo período de recuperação.Mesmo com desfalques importantes, como Miranda e Arboleda, Crespo apostou novamente na formação com três zagueiros. O lateral Reinaldo foi escalado com um terceiro defensor. Após o lançamento de Camacho – titular pela primeira vez e homem de confiança de Diniz em vários outros clubes -, Jean Mota dominou com categoria e tocou para Marinho marcar aos 27 minutos. Com seu quinto gol na temporada, o atacante tenta retomar sua melhor fase. Foi um dos melhores em campo. Encaixotado na marcação santista, o São Paulo conseguiu uma finalização no primeiro tempo. Só uma. Após cruzamento na área, Reinaldo chutou em cima de Pará.

Toda a pressão que o Santos fez na saída de jogo, sufocando os defensores, surtiu efeito letal aos 43. Liziero cometeu um erro primário ao atrasar a bola sem olhar. Ele deu de presente para Kaio Jorge, que só tocou para Pirani marcar o segundo gol. Outro fator decisivo para a vitória santista foi subjetivo, mas facilmente perceptível. Os jogadores tiveram muito mais vontade, corriam em todas as divididas e brigavam pela bola a cada jogada O time pulsou nos berros do técnico Fernando Diniz, facilmente captados pelos microfones à beira do gramado. Pilhado, o treinador narrava cada lance. Com a vantagem, o Santos diminuiu o ritmo, mas continuou superior e esteve perto do terceiro gol. Aos 16 minutos, Marinho acertou bela cobrança na trave. Crespo tentou organizar melhor a partir da entrada de Benítez no lugar de Gabriel Sara. O retorno do argentino foi o grande alento para as próximas partidas. A equipe melhorou, terminou pressionando o Santos, que terminou o jogo com o goleiro John contundido – todas as alterações já haviam sido feitas. Mesmo pressionando, a equipe do Morumbi não conseguiu diminuir a diferença tática, anímica e numérica do clássico.

*Com informações do Estadão Conteúdo





Fonte: Jovem Pan