Rogério Caboclo nega abusos e diz ser vítima de chantagem milionária

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Presidente afastado da Confederação Brasileira de Futebol falou, em entrevista exclusiva à Jovem Pan News, sobre a acusação feita por uma funcionária

Rafael Ribeiro/CBF/DivulgaçãoAfastado do cargo desde junho, Rogério Caboclo não poderá voltar ao cargo até março de 2023

A comissão de ética da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu, na semana passada, a terceira acusação de assédio sexual contra Rogério Caboclo. O presidente afastado, no entanto, nega que tenha cometido assédio contra qualquer funcionária. “Em primeiro lugar, quero afirmar que não cometi qualquer tipo de assédio, nem contra esta funcionária e nem contra nenhum funcionário na minha carreira. Esse foi um caso que aconteceu, que muito me marcou e que já tive oportunidade de pedir desculpas por aquilo que reputo que tenha sido um deslize, um desvio de comportamento no momento de um excesso de amizade, de uma relação permanente em tempo prolongado e depois de um dia de muito trabalho”, afirmou em entrevista exclusiva à Jovem Pan News.

Rogério Caboclo acrescentou que a funcionária que o acusa de assédio, que levou ao seu afastamento do cargo, estava cotidianamente em seu gabinete e, outras vezes, em sua própria casa. Ele se emocionou ao lembrar da relação com a família neste momento. “Chamaria de choque de realidade, entre o entusiasmo e a euforia de cada dia trabalhado, para uma circunstância absolutamente inusitada minha vida”, disse. O presidente afastado da CBF se diz arrependido de toda a situação e afirma ser vítima de uma chantagem milionária, envolvendo inclusive o ex-presidente da entidade, Marco Polo Del Nero.

“Não me dou esse tipo de barganha, esse tipo de chantagem. Então, desde o início, quando ele fez essa proposta, que foi submetida a um exame grafotécnico e nunca foi contextualizado por ele, a proposta foi rechaçada. Ao final, ele tentou, por outros meios e valores, que a CBF abrisse os cofres e pagasse a ela R$ 8 milhões, o que também rechaçado”, pontuou. Afastado do cargo desde junho, Rogério Caboclo não poderá voltar ao cargo até março de 2023, de acordo com a decisão da assembleia da entidade.

*Com informações do repórter Fernando Martins

 





Fonte: Jovem Pan