Robert Scheidt confirma vaga em Tóquio-2020 e bate recorde

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O velejador brasileiro Robert Scheidt garantiu mais um marca histórica em sua carreira nesta quinta-feira, 13. O atleta de 46 anos conseguiu vaga na Olimpíada de Tóquio-2020, durante etapa do Mundial da Classe Laser em Melbourne, na Austrália. Com isso, o profissional disputará os Jogos Olímpicos pela sétima vez, um recorde entre os esportistas nacionais.

Scheidt, portanto, deve ultrapassar o iatista Torben Grael e o mesa-tenista Hugo Hoyama, que têm seis, mas ainda pode ser alcançado pelo cavaleiro Rodrigo Pessoa, pela jogadora de futebol Formiga e pela ciclista Jaqueline Mourão, todos com chances de ir à sétima Olimpíada.

Maior medalhista olímpico do país, com dois ouros, duas pratas e um bronze, Sheidt já tinha índice para disputar a Olimpíada de Tóquio desde o ano passado, mas agora oficializou a vaga no Sandringham Yacht Club, em Melbourne. Ao se classificar para a flotilha ouro do Mundial, ele não pode mais ser alcançado por nenhum compatriota que brigava pela vaga olímpica.

“Essa confirmação é importante, pois sigo trabalhando para evoluir constantemente nesse retorno à classe Laser após três anos de ausência. A competição é muito dura e o barco exige bastante da parte física, mas sigo motivado para elevar meu nível competitivo e lutar para fazer um bom papel em Tóquio. Seguirei para o Japão para lutar, e lutar muito, por mais um pódio olímpico”, afirmou.

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Nesta quinta, Scheidt cruzou a linha de chegada em 7° e 9° lugares nas duas regatas disputadas, subindo da 37ª para a 29ª colocação entre 124 velejadores. Apenas os 42 melhores seguem na luta pelo pódio. O outro brasileiro na disputa, Gustavo Nascimento, ocupa o 84° lugar e vai disputar a flotilha bronze. De acordo com o critério da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Scheidt só perderia a vaga para os Jogos do Japão se outro atleta do Brasil subisse ao pódio no Mundial da Laser em 2020.

Scheidt, que compete contra atletas bem mais jovens, tem no currículo catorze troféus de campeão do mundo – onze na classe Laser e três na classe Star, além das duas medalhas de ouro (Atlanta-96 e Atenas-2004, ambas na Classe Laser), duas de prata (Sidney-2000, na Laser e Pequim-2008, na Star) e uma de bronze (Londres-2012, na Star).


Fonte: Veja Esportes