Pressionado por relação com Putin, Abramovich deixa comando do Chelsea

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Deputado do Partido Trabalhista britânico revelou documentos que ligam bilionário ao governo russo; empresário investiu mais de 2 bilhões de libras em quase 20 anos à frente do clube

EFE/Jean-christophe BottAbramovich assumiu o comando do clube em 2003

Em um comunicado oficial divulgado na tarde deste sábado, 26, o empresário russo Roman Abramovich anunciou que está entregando o comando do Chelsea. O bilionário tomou a decisão no momento em que tem sido criticado pela opinião pública britânica em razão de sua relação próxima com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. No final da noite da quarta-feira, 23, o mandatário do país autorizou a invasão da Ucrânia, o maior ataque de um país europeu contra outro do mesmo continente desde a Segunda Guerra. Na nota, porém, Abramovich não cita o conflito que ocorre no Leste Europeu.

“Durante meus quase 20 anos de posse do Chelsea FC, sempre considerei meu papel como guardião do clube, cujo trabalho é garantir que sejamos tão bem-sucedidos quanto podemos ser hoje, bem como construir para o futuro, ao mesmo tempo desempenhando um papel positivo em nossas comunidades. Sempre tomei decisões com o melhor interesse do clube no coração. Continuo comprometido com esses valores. É por isso que hoje estou dando aos curadores da Fundação de caridade do Chelsea a administração e os cuidados do Chelsea FC. Acredito que atualmente eles estão na melhor posição para cuidar dos interesses do Clube, jogadores, funcionários e torcedores”, diz o comunicado.

O atual campeão da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes é comandado por Roman Abramovich desde 2003. Neste período, ele investiu mais de dois bilhões de libras. Na quinta-feira, 24, o governo britânico anunciou sanções contra empresários russos. Também na quinta, o deputado Chris Bryant, do Partido Trabalhista do Reino Unido, revelou documentos que ligavam Abramovich à gestão Putin. O parlamentar também pediu que o então dono do Chelsea fosse removido do comando do clube inglês, como parte das restrições impostas à Rússia.





Fonte: Jovem Pan