Presidente da Fifa sinaliza apoio à realização de Copa do Mundo na América do Sul

0
14


Infantino está visitando diversos países sul-americanos e apoiou a possível candidatura do continente para a edição de 2030 dividida entre quatro países, dentre os quais, Argentina e Chile

EFE/ Miguel GutiérrezGianni Infantino (à direita) afirmou que a Fifa pode realizar mais uma Copa do Mundo na América do Sul

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, não desistirá tão fácil da ideia de organizar Copas do Mundo a cada dois anos. O dirigente segue tour mundial em busca de apoio para a proposta e, na Argentina, em encontro com Claudio Tapia, presidente da AFA, disse que “seria ótimo organizar uma Copa do Mundo na América do Sul“. O mandatário está visitando diversos países da América do Sul e apoiou a possível candidatura do continente para a edição de 2030 dividida entre quatro países, dentre os quais, Argentina e Chile. Ele garante que está na hora da volta da competição para cá e tenta convencer dirigentes a apoiarem sua proposta de redução dos quatro para dois anos de intervalo em cada edição.

“Uma candidatura sul-americana seria muito forte. Na América do Sul o futebol é vivido de uma forma incrível, o coração do futebol está aqui. Seria fantástico pensar em uma Copa do Mundo na América do Sul”, afirmou Infantino em coletiva de imprensa com o presidente da Associação Argentina de Futebol (AFA), Claudio Tapia, nesta segunda-feira, 18. No país desde domingo, o dirigente revelou que “há muito interesse em organizar Copas do Mundo”, apesar da “perda de confiança” do órgão nos últimos anos devido a vários escândalos de corrupção. “Acredito que este é um testemunho do trabalho que estamos fazendo e a garantia que vamos dar a todos os candidatos um processo de candidatura e decisão limpo e correto”, garantiu. “Acho que é um aspecto fundamental.”

Tapia não escondeu que a Argentina está melhorando seus estádios já pensando no Mundial de 2030, porém não se motivou com a ideia de apoiar a Fifa a realizar a competição a cada dois anos. O argentino prefere o modelo atual, a cada quatro anos. Infantino vai na linha que a competição com menos espera traria “competitividade de alto nível, mais esperança e emoção e mais possibilidades para o mundo também organizar uma Copa”. “Senão, antes que uma Copa volte a um continente, 24 anos se passam se quisermos fazer um rodízio real, e 24 anos é mais que uma geração de pessoas”, argumentou Infantino. O presidente da Fifa pressiona, mas vai buscar um consenso e algo benéfico a todos. “Todas as ideias são bem-vindas, já começamos a mudar a proposta que está sobre a mesa. Não colocamos sobre a mesa uma proposta de ‘sim ou não’, mas dizendo que falamos sobre isso e veremos como podemos melhorar.”

*Com informações do Estadão Conteúdo





Fonte: Jovem Pan