Pegou fogo o Brasileirão – 07/11/2023 – Tostão


A grande importância de Fernando Diniz na conquista da Libertadores é indiscutível. Mais decisiva ainda é a qualidade individual da equipe. Muitos estão entre os melhores de suas posições no continente. Nino e André, merecidamente, fazem parte da seleção brasileira. Arias é destaque da seleção colombiana.

A construção desse ótimo elenco tem a ver com a competência da diretoria, de Fernando Diniz, das comissões técnicas das categorias de base e do time principal. Todos foram importantes na formação de excelentes jovens jogadores e nas boas e pontuais contratações.

Além do trabalho e da eficiência dos profissionais e atletas do Fluminense, detalhes conhecidos e inesperados ajudaram bastante na trajetória, na conquista do titulo. Nem tudo está certo nas vitórias e errado nas derrotas. O técnico acertou muito mais que errou.

No Brasileirão, o Fluminense, oitavo colocado, está resolvido, pois já garantiu vaga na próxima Libertadores e não corre nenhum risco de ser rebaixado.

O Brasileirão pegou fogo na turma de cima e de baixo. Há vários candidatos ao título. O Botafogo perdeu o encanto, a confiança e o equilíbrio emocional. Dizer que a queda no segundo turno é resultante de não ter mais um técnico experiente é um comentário pronto.

Nesta quarta (8), Flamengo e Palmeiras fazem um clássico. O Palmeiras voltou a jogar bem e a vencer e é um dos candidatos ao título. Na nova formação tática, com três zagueiros, os alas Myke e Piquerez atacam e defendem bem. O terceiro zagueiro, Luan, que tem um ótimo passe, se adianta para iniciar as jogadas ofensivas. O jovem Endrick, destaque nas últimas partidas, encontrou o seu lugar, com mais espaços e jogando mais de frente para o gol.

O Flamengo está em reconstrução, como disse Tite. A dúvida do técnico, a mesma dos outros treinadores anteriores, é se escala dois pontas abertos, rápidos, dribladores, como no ultimo jogo, ou se aproveita mais os vários meias talentosos.

O Bragantino é outro candidato ao título. É o time mais intenso, que mais pressiona e que mais recupera a bola no campo adversário. O Flamengo, na época de Jorge Jesus, fazia o mesmo, com a grande vantagem de ter jogadores com muito mais talento. As grandes equipes, recentes ou atuais, como o Manchester City, utilizam essa estratégia.

O Inter, com tantos bons jogadores e que por pouco não chegou a final da Libertadores, já que perdeu muitas claras chances de gol nas duas partidas contra o Fluminense, está também com a situação resolvida no Brasileirão, pois não corre risco de rebaixamento nem é candidato a uma vaga na próxima Libertadores.

Há muito tempo escuto o nome de Valencia, bom centroavante da seleção do Equador. No Inter, alguns narradores e comentaristas o têm chamado de Enner Valencia. Já ouvi também alguém chama-lo apenas de Enner. Só falta agora mudarem seu nome para Valencia Enner. Se Pelé jogasse hoje seria chamado de Edson Pelé.

Seleção brasileira

Achei corretas e corajosas as convocações de Fernando Diniz para a seleção brasileira de alguns jovens jogadores, ótimas promessas, como Endrick. É uma tentativa de, brevemente, melhorar a qualidade em algumas posições. Faltam mais talentos nas posições de centroavante, nas laterais e um craque no meio campo, que atue de uma intermediária à outra, um Ganso mais jovem e com muito mais mobilidade e intensidade, um Ganso que poderia ter sido e nunca foi.


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Folha de S.Paulo