Lisca responde Richarlyson sobre pausa na Copa do Brasil: ‘Pedido nunca foi político’

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O treinador do América-MG afirmou que sua declaração foi como ‘pai de família’ e citou até o caso de Gabriel Barbosa, do Flamengo, para justificar o seu ponto

GUSTAVO RABELO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDOLisca é treinador do América-MG e a favor da paralisação da Copa do Brasil

Lisca, treinador do América-MG, ganhou as manchetes após fazer um duro discurso a favor da paralisação da Copa do Brasil, no dia 3 de fevereiro. Na ocasião, o comandante pediu maior sensibilidade à CBF e o adiamento dos jogos da competição, o que evitaria grandes deslocamentos em meio ao agravamento da pandemia da Covid-19 no país. A declaração repercutiu bastante e ganhou o endosso de alguns, mas também a rejeição de outros. Richarlyson, multicampeão pelo São Paulo, por exemplo, chamou o técnico de hipócrita em longo texto disparado nas redes sociais. Nesta quinta-feira, 18, Lisca afirmou que clamou pela suspensão “como pai de família”, deixando claro que seu tomo não foi político.

“Em momento nenhum eu pedi a paralisação de todo o futebol. Pedi apenas para que a CBF tivesse a sensibilidade de pausar a Copa do Brasil, para evitar grandes deslocamentos por causa do aumento da Covid-19. Fiz a colocação preocupado com a falta de leitos nos hospitais, mas tiveram outra interpretação. Estamos no pior momento da pandemia. Perdi colegas, vemos milhares de mortes diárias e isso preocupa muito. Temos uma cepa (do coronavírus) que é 60% mais transmissível”, disse em entrevista ao “Estadão”. “O que ninguém entende é que minha colocação foi como pai de família num momento de aumento da doença. Porém, querem politizar demais. Tudo no país é politização. A doença mais séria da nossa história virou palanque político. Quem é a favor da paralisação é de esquerda. Que saco! Não tenho conotação política. Desisti da política brasileira há 12 anos. Não acredito em esquerda ou direita. Porém, foi levado como se eu quisesse fazer uma campanha política”, completou o treinador, que voltará a comandar o América-MG,hoje, diante do Treze-PB, fora de casa, pelo nacional.

Lisca também disse ter ficado surpreso com a declaração de Richarlyson, com quem trabalhou no Guranani, em 2017. “O Richarlyson é meu amigo pessoal. Fiquei surpreso, porque ele me conhece. Tenho admiração por ele. Trabalhei com ele no Guarani (em 2017). O que ele não entendeu é que não quero fechar o futebol. Ele está lá, lutando com seus companheiros no Noroeste, e se sentiu atingido. Mas, não. Não quero parar o futebol, quero evitar deslocamentos, até porque valorizo demais essa oportunidade que estamos tendo. Enquanto você e milhões de brasileiros estão em casa, fechados, temos o privilégio de treinar e jogar, com testes e aparato médico. A volta do futebol nos levou a ter uma saúde mental legal. Sempre valorizei isso. A minha questão foi unicamente de deslocamento na Copa do Brasil. Só”, comentou.

Para defender o seu ponto, Lisca também citou o caso de Gabriel Barbosa, do Flamengo, que foi flagrado em um cassino clandestino, em São Paulo, com mais 200 pessoas. No entendimento do técnico do Coelho, a situação é semelhante com a situação encontrada no Aeroporto de Confins, onde o seu time embarcou para enfrentar o Treze, na Paraíba. “O que queria dizer é que o Gabigol estava em um lugar fechado com 200 pessoas (ao ser detido em um cassino clandestino em São Paulo), mas só no aeroporto de Confins havia mais de 200 pessoas no saguão (na segunda-feira, quando o América viajou à Paraíba). Aí pegamos uma aeronave com, sei lá, 150 pessoas. Descemos no Recife, mais 200 no saguão e 70 no voo até Campina Grande. Veja só. Estamos nos deslocando e nos arriscando cada vez mais”, comparou o treinador, que afirmou que não falará mais sobre o tema.





Fonte: Jovem Pan

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