Justiça argentina proíbe envolvidos em ‘caso Maradona’ de saírem da Argentina

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Juíz Orlando Díaz determinou que os sete réus fiquem no país para evitar riscos à investigação

Maradona faleceu em novembro de 2020

A justiça argentina proibiu nesta quinta-feira, 27, a saída do país aos sete envolvidos no suposto caso de “homicídio simples com eventual dolo” em que são investigadas as circunstâncias em torno da morte de Diego Armando Maradona, de acordo com um documento ao qual a Agência Efe teve contato. O juiz de garantias do caso, Orlando Díaz, decidiu “proibir a saída do país” do neurocirurgião Leopoldo Luque; da psiquiatra Agustina Cosachov; do psicólogo Carlos Ángel Díaz; da médica que coordenou a hospitalização do ex-jogador, Nancy Forlini; do coordenador de enfermagem, Mariano Perroni; e dos enfermeiros Ricardo Omar Almirón e Dahiana Gisela Madrid. Díaz assinou esta resolução após o pedido dos procuradores Laura Capra, Cosme Iribarren e Patricio Ferrari, que estão encarregados da investigação, para evitar riscos.

Os acusados foram chamados para interrogatório em 31 de maio. O início do procedimento depende das restrições à circulação determinadas pelo governo do presidente Alberto Fernández devido à pandemia de Covid-19, disseram fontes da procuradoria. Os procuradores decidiram acusar os profissionais de saúde que atenderam Maradona por suposto homicídio com dolo, crime pelo qual são esperadas penas de oito a 25 anos de prisão, após receberem no início deste mês o relatório da equipe médica em que 11 peritos avaliaram as circunstâncias da morte. Entretanto, Luque e Cosachov são também acusados dos crimes de utilização de documentos privados falsos e falsificação, respectivamente.

O relatório da equipe médica, divulgado pela imprensa local, conclui que o desempenho da equipe de saúde que atendeu Maradona foi “inadequado, deficiente e imprudente” e abandonou “o estado de saúde do paciente ao acaso”. A autópsia ao corpo do ex-jogador determinou que Maradona morreu como resultado de “um edema pulmonar agudo secundário após uma insuficiência cardíaca crônica exacerbada”. Também foi descoberta uma “cardiomiopatia dilatada” no coração.

*Com informações da EFE





Fonte: Jovem Pan