Jesualdo Ferreira: quando vi Pelé, o Santos se tornou o meu clube

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Há uma semana de ser apresentado e começar a trabalhar no Santos, o técnico Jesualdo Ferreira, de 73 anos, se despediu nesta sexta-feira (27) de seu trabalho como comentarista do programa “Futebol a sério” no Canal 11, de Portugal. Emocionado com as homenagens que recebeu, não deixou de exaltar a história do clube que vai comandar em 2020.

“A primeira grande referência que tive do futebol brasileiro foi o Santos. Em 1962, eu ainda era novo, mas lembro que o Santos enfrentou o Benfica. Nunca mais esqueço daquele time do Santos com Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe”, disse sobre a disputa do Mundial daquele ano, vencido pelo time brasileiro.

“Acompanhei Benfica e Santos na Luz (estádio do Benfica). Felizmente, pude acompanhar uma coisa que nunca tinha visto na vida, que era um senhor chamado Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Logo ali, o Santos tornou-se o meu clube no Brasil”, acrescentou.

O treinador demonstrou empolgação com a possibilidade de comandar o Santos na Vila Belmiro — segundo Jesualdo Ferreira, um lugar que mantém a identidade alvinegra há décadas. “É impressionante como aquele clube tem o mesmo estádio há 60 anos, pequeno e com capacidade para cerca de 20 mil pessoas. Ali jogou o Pelé. Estou falando de identidade. Identidade não pode ser alterada porque momentaneamente o ‘negócio’ (dinheiro) tomou conta de tudo.”

Temporada e esquema tático

Sobre o time, o treinador sabe que terá muito trabalho pela frente. Ainda mais com uma pré-temporada curta em janeiro. Vai começar a temporada no dia 10, ou 8, e vai jogar 22. Temos jogos de quatro em quatro dias, mais ou menos isso. Para dar o salto para a Libertadores, em março, depois Copa (do Brasil) e Brasileirão. A pergunta que fica é essa. Tem 10 dias para o primeiro jogo, depois não para mais. Como vai ser o processo preparatório desta equipe? Depois vou te dizer qual é a minha ideia.”

Apreciador do esquema 4-3-3, admitiu que inicialmente tem a intenção de colocá-lo em prática. Contudo, tudo estará relacionado ao perfil dos atletas.

“Se efetivamente os três jogadores da frente forem dois extremos puros e um centroavante, não será o ideal. Por que não é o ideal? Para mim, os três da frente precisam ser atacantes que saibam jogar fora e também dentro da área. Exemplos: Lisandro López e Ricardo Quaresma. Do que vi do Santos do Sampaoli, o time tem três atacantes muito rápidos, fortes e com mobilidade. Logo, vai ser mais fácil para que as minhas ideias entrem rapidamente.”

*Com Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan