Há 18 anos, Vampeta dava cambalhotas no Planalto: ‘Foi homenagem, e não aposta’

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O que você estava fazendo há exatos 18 anos? Não se lembra? Pois bem… No dia 2 de julho de 2002, Marcos André Batista do Santos, o Vampeta, entrava para a história ao dar cambalhotas e descer rolando a tão tradicional rampa do Palácio Planalto. Era uma terça-feira ensolarada em Brasília, e, dois dias antes, a Seleção Brasileira havia conquistado o pentacampeonato mundial no Japão. A felicidade era tanta que o hoje comentarista do Grupo Jovem Pan não se conteve e exagerou na ingestão de bebidas alcoólicas durante o quase sempre cansativo voo de 25 horas de Tóquio para a capital do Brasil. Some à embriaguez o carinho por um amigo e a resenha com os companheiros de equipe e pronto… O resultado foi a inesquecível quebra de protocolo durante uma solenidade com o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

“O Brasil foi campeão, e a gente voltou de avião. Os atletas na classe executiva, e os familiares, amigos e repórteres na classe econômica. Estava todo mundo dormindo. Eu estava sentado ao lado do Ronaldo e do Luizão, e, na classe econômica, estava rolando o maior samba, todo mundo feliz, cantando. E eu fui para lá, troquei de lugar com a Dona Sônia, mãe do Ronaldo Fenômeno. Voltei para o Brasil jogando baralho, bebendo com o pai do Luizão, com o pai do Roque Júnior… Dentro do avião, eu estava bêbado e bom. Mas, quando a gente chegou ao Brasil, eu estava bêbado e ruim”, relembrou Vampeta, aos risos.

“Tinha um cara na Seleção, um amigo nosso, chamado Nilson Locatelli, o ‘Louco’. Ele é de Indaiatuba-SP e vinha sempre cumprimentar a gente no café da manhã, nos lanches. Era um torcedor que tinha liberdade de estar junto com os jogadores. O Felipão via que ele era muito amigo nosso, que isso fazia bem para o grupo, e liberava a entrada dele na concentração. E ele sempre vinha nos cumprimentar dando cambalhotas. Quando a gente chegou em Brasília, eu já estava pra lá de Bagdá, e o Fernando Henrique (Cardoso) começou a chamar a gente para receber as medalhas. Aí eu fiquei falando assim: ‘vou fazer uma homenagem pro Louco! Quando chegar a minha vez, vou dar uma cambalhota!’. E os outros caras do elenco ficavam botando pilha: ‘duvido! Duvido!’. Aí, dei aquelas cambalhotas todas (risos). Tem gente que pergunta se foi aposta com algum jogador… Não foi nada! Foi uma homenagem ao Louco e a sensação de ter ganhado uma Copa do Mundo. Isso não tem nada que pague”, acrescentou.

Os mais atentos podem ter guardado na memória que Vampeta vestia uma camisa do Corinthians, e não o uniforme social da Seleção Brasileira, durante a cerimônia com Fernando Henrique Cardoso. O que está por trás deste fato, porém, é mais uma impagável história do ex-jogador. “Quando a gente chegou em Brasília, tinha um trio elétrico da Ivete Sangalo nos esperando. A gente subiu, estava comemorando, quando um torcedor que estava na rua me jogou uma camisa do Corinthians, a número 2, preta. Eu vesti a camisa e joguei a da Seleção para ele. Aí, estava todo mundo de verde, com o uniforme social da Seleção, e só eu de preto. O Marcos, goleiro, que é meu amigo, falou: ‘ô, palhaço! Vai ter a foto oficial e só você vai estar diferente!’. Mas um torcedor tinha jogado uma camisa do Palmeiras para o Marcos. Ele estava vestido com ela e segurando a da Seleção na mão. Quando ele vacilou, eu peguei a camisa da Seleção dele e joguei lá embaixo! Só falei assim: ‘agora nós dois estamos fu…’ (risos). Mas é que a camisa do Palmeiras também é verde, né? Então parece que só eu não estava com a camisa da Seleção. Mas éramos eu e o Marcos (risos)”, finalizou o ex-jogador mais carismático do futebol brasileiro.


Fonte: Jovem Pan