Governo de SP diz que não será contra a realização da Copa América no Estado

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O governador João Doria (PSDB) pediu apenas para que os protocolos do Plano São Paulo sejam obedecidos durante a realização do torneio

YURI MURAKAMI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOJoão Doria é o governador do Estado de São Paulo

O governo de São Paulo afirmou nesta segunda-feira, 31, que não fará nenhuma objeção caso a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidam que jogos da Copa América sejam realizados no Estado. Mais cedo, a entidade sul-americana anunciou que o torneio terá o Brasil como sede, confirmando o início no dia 13 de junho, mas sem especificar quais serão as sedes que receberão as partidas. “O governo de São Paulo não fará objeção caso a CBF defina São Paulo como um dos locais de jogos da Copa América, desde que os protocolos do Plano São Paulo sejam obedecidos”, diz a nota da autoridade.

O governador João Doria (PSDB), no entanto, disse que não acredita que a Copa América terá jogos em São Paulo, já que o Estado está recebendo partidas da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro. “A CBF, com a qual falamos hoje, [Walter] Feldman [secretário-geral da CBF], informa que virá para o Brasil, mas não especificamente para São Paulo. Até porque os estádios já estão ocupados pelos jogos programados para Copa do Brasil e Brasileirão”, disse o governador. “A FPF [Federação Paulista de Futebol] tem cumprido rigorosamente os protocolos do Plano São Paulo. Os jogos aqui foram dentro desse protocolo, e não tivemos problema nem durante a realização e nem nos jogos finais”. “Vamos aguardar as próximas etapas, mas nossa preocupação prioritária em São Paulo é preservar vidas”, finalizou.

Planejada para ser realizada em 2020 na Argentina e na Colômbia, a Copa América foi adiada em um ano devido à pandemia do novo coronavírus. Marcada para iniciar no dia 13 de junho, a competição organizada pela Conmebol viu o governo colombiano desistir de receber o evento devido aos protestos sociais, que começaram no final de abril por causa de uma proposta de reforma tributária do presidente Iván Duque. Já no último domingo, 30, foi a vez das autoridades argentinas cancelarem o evento devido ao aumento de casos da Covid-19 em todo o território nacional – o ministro do Interior, Wado de Pedro, disse que organizar o evento seria inviável, principalmente em Mendoza, Córdoba, Buenos Aires, Tucumán e Santa Fé.





Fonte: Jovem Pan