Entre brigas, firulas e moicanos, Cano prova que simplicidade é o caminho | Placar



Poderia começar a coluna falando do Mundial de Clubes, dos clássicos pelos Estaduais, do golaço do Cano, mas tem um assunto muito mais sério que pouco se fala: a violência dentro e fora dos estádios. Não sei se a galera já se acostumou com esse absurdo, mas para mim nunca vai ser normal torcedores brigarem com adversários ou entre si.

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Neste fim de semana, por exemplo, acompanhei pela TV que torcedores do Corinthians sofreram uma emboscada de palmeirenses, proporcionando cenas de guerra em uma rodovia de São Paulo. O pior é que colocam em risco a vida de famílias, trabalhadores, que nada tem a ver com a confusão.

O mínimo que a Federação Paulista deveria fazer era aplicar uma severa punição para os dois clubes, com restrições nos estádios e uma multa milionária. O problema é que nada acontece, ninguém é preso, a Fifa não faz nada, os dirigentes não fazem nada, os jogadores se calam e na rodada seguinte esses bobalhões vão ganhar ingresso das respectivas diretorias e farão a mesma coisa com outro rival nos estádios. Confesso que estou cansado!

Ontem mesmo fui ao Maracanã com um casal de amigos franceses para assistir Vasco x Fluminense e, mesmo de camarote, tive que fazer uma série de recomendações e prepará-los psicologicamente para o clima das torcidas. Para evitar o tumulto no fim do jogo, costumo sair antes do apito final e por pouco não perdi a pintura do Cano! Em meio a tantas firulas, chuteiras rosas, brincos e moicanos, o atacante argentino é a prova de que a simplicidade é o melhor caminho.

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Quase sempre com um toque na bola, o goleador supera o adversário e ontem não foi diferente. No primeiro gol, aproveitou um cruzamento da direita e chutou de primeira. No segundo, estava atento e marcou um golaço com a sua perna “ruim”. Impressionante como é objetivo e efetivo! Por mais golaços e menos estilhaços!

Pérolas da semana:

“O professor gosta de verticalizar e intensificar as jogadas para criar identificação do adversário e lateralizar a rotação passando por cima do jogador agudo ou falso nove”.

“O encaixe do modelo de jogo serve para ficar confortável ao ter uma leitura perfeita, fazendo com que o último jogador do losango fatie a bola viva ou a segunda bola”.

Que besteira é essa, geraldinos? Futebol não se lê, se enxerga e se vê!

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