Dez anos após centésimo gol, Rogério Ceni deixa de ser ídolo só do São Paulo

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Há uma década, o ‘Mito’ fazia história diante do Corinthians, na Arena Barueri; mesmo tentando o sucesso como treinador no clube do Morumbi, foi no Fortaleza e, mais recentemente no Flamengo, onde o ex-goleiro conquistou as suas glórias à beira do gramado

Rubens Chiri/ São Paulo FCRogério Ceni marcou o centésimo gol de sua carreira diante do Corinthians, em 27 de março de 2011

Rogério Ceni atingiu a marca de 100 gols na carreira há exatamente dez anos, no dia 27 de março de 2011, na vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Corinthians, na Arena Barueri, em confronto válido pelo Campeonato Paulista. Além de fazer a festa dos torcedores em todo o país, o goleiro se consolidou como principal nome da história do Tricolor ao conseguir o feito histórico diante do maior rival. Uma década depois, entretanto, o “Mito”, como ficou conhecido entre os são-paulinos, não permanece sendo ídolo de apenas uma torcida. Mesmo tentando o sucesso como treinador no clube do Morumbi, foi no Fortaleza e, mais recentemente no Flamengo, onde ele conquistou as suas glórias à beira do gramado e cativou novos fãs.

Logo após anotar o centésimo, Ceni ganhou homenagens do São Paulo, viu o seu feito ser noticiado internacionalmente e foi parabenizado até pela Fifa, a entidade máxima do futebol mundial. Tocando a sua carreira no Tricolor, o arqueiro ainda participou do inédito título da Copa Sul-Americana, em 2012, o seu 18º no clube, onde pendurou as luvas e as chuteiras em 2015. Após um ano de estudos e viagens pela Europa, o “Mito” deu o pontapé inicial em sua carreira como técnico e foi contratado, como não poderia ser diferente, pela agremiação paulista.

O começo da trajetória de Ceni no banco de reservas do São Paulo até se mostrou animador, com o jovem treinador utilizando atletas oriundos das categorias de base e idealizando um time com viés ofensivo. A passagem do treinador, entretanto, durou apenas seis meses e ficou marcada por eliminações precoces no Campeonato Paulista, na Copa do Brasil e na Sul-Americana, que fizeram o então presidente Leco demiti-lo. Rogério, por outro lado, deixou o clube frustrado, por não ter tido respaldo da diretoria e ver peças importantes daquela equipe, como Luiz Araújo, David Neres e Thiago Mendes, serem negociadas logo depois do início de seu trabalho.

A reviravolta de Ceni como treinador deu-se em outro time de três cores, o Fortaleza, também conhecido como Tricolor de Aço. Contratado em 2018, o ex-goleiro conseguiu a autonomia e confiança que tanto buscava e, entre erros e acertos, tornou-se um dos principais técnicos da história do clube cearense. Além de participar ativamente na reestruturação do Leão do Pici, Rogério também trouxe resultados, faturando o título da Série B do Campeonato Brasileiro, o bicampeonato Cearense e a Copa do Nordeste. A torcida, é verdade, não ficou contente com as despedidas para o Cruzeiro, em 2019, e para o Flamengo, na metade do ano passado, mas segue venerando o técnico, que mudou a equipe de patamar.

No Rubro-Negro, Ceni causou desconfiança da torcida após as eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores, mas fechou a temporada 2020, prorrogada até fevereiro deste ano por causa da pandemia da Covid-19, com o título do Campeonato Brasileiro, algo que parecia improvável quando foi anunciado. Agora, aprovado por parte da torcida do Flamengo, ele tentará recolocar o time no topo da América do Sul. Os são-paulinos, por sua vez, aguardam um possível retorno do “Mito”, algo que não deverá acontecer tão cedo.

 





Fonte: Jovem Pan

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