COI mostra preocupação com o impacto de Copa a cada 2 anos em outros esportes

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Novo calendário do futebol pode atrapalhar o calendário olímpico e o desenvolvimento do futebol feminino

HEULER ANDREY/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO
Copa do Mundo a cada dois anos é projeto da Fifa

O Comitê Olímpico Internacional (COI) expressou preocupação neste sábado, 16, com o possível impacto negativo que a realização de uma Copa do Mundo de futebol a cada dois anos – mudança que a Fifa estuda para o futuro – poderia acarretar em outros esportes. Em comunicado oficial divulgado após reunião do Comitê Executivo, o COI explicou que várias federações internacionais de outros esportes, assim como as nacionais de futebol, clubes, jogadores e sindicados expressaram “fortes reservas e preocupações” em relação aos planos de “gerar mais receita para a Fifa” com a realização de uma Copa a cada dois anos. As três razões pelas quais a entidade internacional argumentou que a redução do intervalo entre Copas do Mundo seria prejudicial são, na sua opinião, o impacto sobre outros esportes, a igualdade de gênero e o bem-estar dos jogadores. Na primeira, disse que o aumento da frequência e do calendário da Copa do Mundo criaria um choque com outros grandes esportes internacionais.

“Isto inclui tênis, ciclismo, golfe, ginástica, natação, atletismo, Fórmula 1 e muitos outros. Isto prejudicaria a diversidade e o desenvolvimento de outros esportes além do futebol”, analisou o COI. Sobre a igualdade de gênero, explicou que o aumento do número de eventos masculinos no calendário criaria problemas para o fomento do futebol feminino. Por último, a entidade indica que os planos para duplicar a frequência da Copa do Mundo criariam “uma enorme nova pressão” sobre a saúde física e mental dos jogadores. “O COI compartilha estas preocupações e apoia os apelos das partes interessadas no futebol, das federações internacionais e dos organizadores de grandes eventos para uma consulta mais ampla, incluindo os representantes dos atletas, que obviamente não ocorreu”, concluiu o COI na declaração.

*Com informações da EFE





Fonte: Jovem Pan