Leon Goretzka (D) comemora com Jonathan Tah (E) após marcar na vitória da Alemanha sobre a Itália por 2 a 1 nesta quinta-feira, pela Liga das Nações
Marco BERTORELLO
A Alemanha sofreu, principalmente no primeiro tempo, mas manteve a calma para virar o placar sobre a Itália e vencer o jogo de ida das quartas de final da Liga das Nações da Uefa por 2 a 1, nesta quinta-feira (20), no estádio San Siro, em Milão.
Os primeiros 45 minutos sem brilho obrigaram o técnico alemão Julian Nagelsmann a fazer mudanças para o segundo tempo. Se não fosse pelo goleiro Olivier Baumann, a Alemanha poderia ter ido para o intervalo perdendo por dois ou até três gols de diferença.
Diante de mais de 60 mil espectadores no San Siro, a ‘Azzurra’, sem seu artilheiro Mateo Retegui, lesionado, não perdeu tempo.
O time da casa abriu o placar aos nove minutos com um gol de Sandro Tonali, que finalizou na área aproveitando uma bola mal afastada pelo zagueiro alemão Jonathan Tah após cruzamento de Matteo Politano.
A resposta visitante se limitou a um chute de longa distância de Leon Goretzka (19′), que Gianluigi Donnarumma defendeu sem dificuldades.
– Goretzka desencanta –
Mas a defesa italiana começou a mostrar fragilidade nas bolas aéreas. E, no início do segundo tempo, Joshua Kimmich cruzou na medida para Tim Kleindienst deixar tudo igual (49′).
A virada alemã veio com mais um gol de cabeça, desta vez de Goretzka (76′), que decretou a primeira vitória da ‘Mannschaft’ em solo italiano em 39 anos.
A última vez que Goretzka defendeu a Alemanha foi em 2023. Ele não marcava pela seleção desde o gol de empate no último minuto da última rodada da fase de grupos da Eurocopa de 2020, contra a Hungria.
“Fico com a nossa vontade de vencer e a nossa capacidade de reagir”, disse Nagelsmann, antes de reconhecer que “o primeiro tempo foi difícil”.
O técnico da Itália, Luciano Spalletti, lamentou os erros da equipe. “Tomamos muitas decisões erradas”.
O jogo de volta será disputado no próximo domingo, em Dortmund, onde a ‘Azzurra’ eliminou a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2006, antes de bater a França na decisão e ficar com o título.
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