‘Tem gente querendo transformar em vítima a vilã’, diz Luisa Mell sobre ‘mulher da casa abandonada’

Ativista dos animais rebateu as críticas que recebeu por comparecer na ação policial feita na casa de Margarida Bonetti para resgatar um terceiro cachorro

Reprodução/Instagram/luisamellLuisa Mell com um cachorro no colo
Luisa Mell resgatou um terceiro cachorro que vivia na casa de Margarida Bonetti

A apresentadora e ativista dos animais Luisa Mell rebateu as críticas que recebeu após comparecer na ação policial que aconteceu na última quarta-feira, 20, na casa de Margarida Bonetti, localizada no bairro de Higienópolis, São Paulo, para resgatar um cachorro que estava no local. A história ganhou repercussão nacional ao ser relatada no podcast “A Mulher Da Casa Abandonada”, da Folha de S. Paulo. Luisa já tinha resgatado dois cachorros da residência que, agora, se tornou ponto turístico na cidade, e bateu de frente com Margarida para levar o terceiro animal que, segundo a ativista, vivia em situação precária. A apresentadora foi acusada de aproveitar a repercussão da história para aparecer, algo que ela negou. “Não confundam as coisas. Ela nunca pagou pelo crime seríssimo que cometeu. E nem vai pagar. Inacreditavelmente. E tem gente ainda querendo transformar em vítima a vilã da história. Aqui não. Mesmo maluca, doida, desequilibrada, ela cometeu por 20 anos uma das maiores atrocidades. E na hora de fugir ela não foi maluca, né?”, declarou a ativista. 

O crime teve início no fim da década de 1970. Margarida morava nos Estados Unidos com o marido, René Bonetti, e a empregada do casal era obrigada a trabalhar sem receber por isso e ainda era maltratada. “Essa mulher [Margarida] escravizou uma mulher negra e analfabeta por 20 anos. Além de escravizar nos Estados Unidos, ela e o marido, a mulher era submetida a todo tipo de maus tratos, inclusive ela apanhava, teve tumores no útero e nunca teve atendimento médico. Ela conseguiu pedir socorro para uma vizinha, o casal foi denunciado, o marido dela foi preso e a Margarida fugiu, veio para o Brasil e se escondeu durante 20 anos nessa casa”, comentou a ativista. Na visão de Luísa, o crime cometido por Margarida jamais deveria ser perdoado e punição deveria ser prisão perpétua. “Uma pessoa ser louca não lhe dá o direito de fazer outras vítimas, de escravizar uma mulher. Ela fala que a mulher era amiga dela.”

Luisa mostrou que uma das cachorras resgatadas por ela estava com um grande tumor na mama e ainda não operou porque os exames que realizou deram alterados. “Ela [Margarida] me falou que não tinha visto, que não era veterinária, mas qualquer pessoa consegue ver o tamanho desse tumor. Tem outro aspecto, essa cachorra estava com as unhas que não conseguia andar, isso faz mal, e o local era totalmente insalubre, o que coloca toda a comunidade em risco, a gente sabe das doenças sérias que temos nesse país, como dengue e chikungunya. É, sim, função do poder público combater esse tipo de sujeira em ambientes urbanos e os cachorros também. Por mais que seja louca, não dá o direito de colocar os cachorros nessa situação”, afirmou a apresentadora. “A casa é insalubre, imunda e coloca em risco toda a saúde da comunidade em torno.”



Fonte: Jovem Pan