Rota dos espumantes: 7 lugares para quem é apaixonado por esse tipo de vinho

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Em todo o mundo, inclusive no Brasil, há opções de roteiros que dão destaque a essa bebida efervescente

Muito além dos brindes de fim de ano, os espumantes são bebidas que acompanham todas as ocasiões, até mesmo os momentos de descanso que as férias proporcionam.

Com tradicionais e proeminentes regiões produtoras em todo o mundo, os apreciadores de espumantes têm destino certo para experimentar as bebidas clássicas e as novidades desse mercado.

Apesar das quedas no consumo brasileiro de espumante – de  5,1 milhões de litros em 2019 para 4,3 milhões de litros em 2020, de acordo com a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) -, e impacto até mesmo nas vendas globais de champanhe, segundo o Comitê Interprofissional do Vinho e Champanhe (CIVC), a retomada deve reanimar os brindes.

É hora de fazer as malas, abrir um garrafa e embarcar rumo a locais em que os espumantes são o carro-chefe:

Região de Champagne 

No nordeste da França, fazendo fronteira com a Bélgica, está a região produtora do espumante mais tradicional que existe.

O Champagne oficial é produzido com um corte das  uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, segundo o Método Champenoise, onde a segunda fermentação, que dá origem às borbulhas, é realizada dentro da garrafa.

A região concentra seis diferentes rotas turísticas, onde é possível explorar diferentes paisagens, cepas de uvas e produtores desse espumante único. As cidades imperdíveis para se visitar são:

Reims 

A visita às famosas maisons é imperdível. Pommery, Mumm, Taittinger,Veuve Cliquot e Ruinart ficam na cidade e têm tours que duram entre uma e duas horas.

Os turistas que tiverem mais de um dia na região devem reservar ao menos uma tarde para conhecer a gastronomia de Reims. A iguaria tradicional é a versão original do biscoito de Champagne, produzido pela casa de biscoitos Fossier desde 1691.

Cave da Maison Taittinger – Fonte: Culturez-vous
Epernay

Na cidade, ficam localizadas as maisons Moët & Chandon, Perrier-Jouët, Boizel, de Venoge, Vranken, Pol Roger, Mercier e G.H. Martel, onde também é possível fazer um tour de duas horas.

Outro atrativo é a Avenue de Champagne, considerada como um Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Ela é a rua mais cara da França, pois as caves das maisons de Champagne armazenam uma grande quantidade de rótulos, inclusive os mais valorizados.

Avenue de Champagne à noite – Fonte: Visit World Heritage
Lombardia (Itália)

Chamados de bollicine pelos italianos, a região da Lombardia, no norte do país, produz espumantes segundo o Método Tradicional na região de Franciacorta.

Os espumantes da região são elaborados com um corte das uvas Chardonnay, Pinot Noir e, em menor escala, Pinot Blanc, cultivadas no solo rochoso das montanhosas próximas ao lago d’Iseo.

Entre as mais de 100 vinícolas, destacam-se a visitação na Contadi Castaldi, instalada em uma antiga olaria, na Bellavista, com um jardim repleto de esculturas, e na Ronco Calino, situada em uma colina, com uma das melhores vistas de toda a Franciacorta.

Uma das 100 vinícolas da região – Fonte: Forbes
Catalunha (Espanha)

O espumante Cava é originário da região de Penedès, na Catalunha, ao sul da província de Barcelona.

É possível visitar as vinícolas Freixenet,  1 +1=3, Pinord, Torres, Codorníu e Segura Viúdas, além da Masteli, que conta com um charmoso hotel no local.

O espumante Cava é elaborado com as uvas Macabeo, Xarel-lo, segundo o Método Tradicional.

Fachada da Freixenet, principal produtora de espumantes Cava – Fonte: Penedes Turismo
Mendoza (Argentina)

Mendoza é famosa entre os apreciadores de vinhos brasileiros e, embora o vinho Malbec seja o mais conhecido, a região também produz ótimos espumantes, principalmente em Tupungato, área próxima da Cordilheira dos Andes.

Entre as vinícolas que valem a visitação, está a Bodega Séptima, uma das melhores para a degustação e compra de espumantes, e com tours em diversos horários, inclusive ao entardecer, para aproveitar o pôr do sol na Cordilheira.

A Cruzat também é uma ótima experiência aos amantes das borbulhas. Seus espumantes são mundialmente reconhecidos. Durante a visita, é possível montar a própria garrafa.

Em Mendoza também está localizada uma filial da Moet & Chandon,que produz sozinha 6 milhões de garrafas anualmente.

Vinhedos aos pés da da Cordilheira dos Andes – Fonte: Revista Casa e Jardim
Garibaldi (RS) 

Pioneira na produção da bebida no país, a cidade gaúcha de Garibaldi é conhecida como a terra do espumante. Seja nas grandes ou familiares vinícolas, o visitante pode conhecer a história nacional da bebida.

Na cidade e em seus arredores, há mais de 15 vinícolas, caves e adegas abertas para visitação, onde é possível participar do processo de engarrafamento e degustar a bebida, que é produzida através dos Metódos Tradicional e Champenoise.

As mais famosas vinícolas ficam localizadas bem no centro de Garibaldi.

A Maison Moet & Chandon também conta com uma unidade brasileira na região, dedicada à produção nacional dos rótulos Chandon, e é aberta aos interessados.

Vinícola Peterlongo tem mais de 100 anos – Fonte: Moet
Vale do São Francisco (BA e PE)

Com 7 vinícolas, sendo duas na Bahia e cinco em Pernambuco, essa região vem obtendo participação crescente no mercado de espumantes nacional e mundial.

Na cidade de Casa Nova, no norte da Bahia, os passeios obrigatórios são na vinícola Terra Nova, do Miolo Wine Group, um dos principais produtores do local, e na vinícola Casa Nova, que tem espumantes premiados, como o seu Brut branco. Para conferir uma produção artesanal, Curaçá, também na Bahia, é o destino certo.

Em Pernambuco, chama a atenção a cidade de Lagoa Grande. É lá que está a vinícola Rio Sol, reconhecida mundialmente pelo seu Brut rosé. No tour, além da visita guiada e degustação de vinhos e espumantes, o visitante termina o dia assistindo ao pôr do sol no Rio São Francisco.

Passeio de catamarã fecha o tour no Vale do São Francisco – Fonte: MS Viagens

Para evitar frustrações, todos os roteiros de espumantes devem ser programados com antecedência, respeitando a época de colheita das uvas. Assim, o turista vai aproveitar a experiência completa de visitação.

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  • Fonte: Redação / Plantão
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