'Perlimps': Alê Abreu fala sobre diferenças entre nova animação e 'O menino e o mundo'


Diretor adota narrativa mais linear e dá falas a seus personagens: ‘ele já nasce com uma vontade de diálogo’. Estreia desta quinta (9) é estrelada por Giulia Benite, de ‘Turma da Mônica’. Alê Abreu, Giulia Benite e Lorenzo Tarantelli falam sobre ‘Perlimps’
O cineasta brasileiro Alê Abreu, que foi indicado ao Oscar de melhor animação com “O menino e o mundo” (2015), lança nesta quinta-feira (9) nos cinemas brasileiros sua nova obra, “Perlimps”. Assista a entrevista com ele e com os protagonistas no vídeo acima.
Em comum com o antecessor premiado, o filme tem traço e história inspirados na infância, jovens heróis e discussões sobre meio ambiente e guerra. Apesar disso, é como se fosse uma evolução natural.
Ao contrário do vencedor do festival de Annecy, o mais importante do gênero no mundo, “Perlimps” – a sílaba tônica é a primeira – dá falas a seus protagonistas e adota uma narrativa mais linear.
“O ‘Perlimps’ nasce com dois personagens fortes, que estão se digladiando. Então, ele já nasce com uma vontade de diálogo. E eu, como diretor, tenho que ouvir esse desejo do filme”, diz o diretor em entrevista ao g1.
“No ‘Menino (e o mundo)’, o filme nasceu com a figura do menino. Nasceu quase como um monólogo, e depois a gente foi tirando e tirando, esvaziando, e percebemos que não tinha necessidade de ter diálogo.”
Bruô e Claé em cena de ‘Perlimps’
Divulgação
União em todo o processo
“Perlimps” conta a história de dois jovens guerreiros de nações rivais que devem unir forças para impedir a invasão de sua floresta por inimigos misteriosos e poderosos.
A única esperança da dupla está nos seres místicos do título, que exigirão que eles combinem suas habilidades distintas para serem encontrados.
Finalizado durante a pandemia, os atores mirins responsáveis pelos protagonistas desenvolveram suas atuações antes mesmo de seus personagens estarem prontos. Por isso, contribuíram diretamente na criação da raposa Claé e do urso Bruô.
“Esse processo da voz original é algo muito legal. Porque a personalidade do personagem é criada a partir da nossa voz. Porque você recebe o roteiro com as suas falas, você pode dar essas falas de milhares de formas. Tem várias possibilidades”, conta a atriz Giulia Benite.
Bruô e Claé em cena de ‘Perlimps’
Divulgação
Aos 14 anos, a intérprete de Bruô já é bem conhecida por dar vida a outra pequena poderosa depois de interpretar a protagonista da “Turma da Mônica” em dois filmes e uma série.
A seu lado, está outro jovem veterano. Por trás de Claé, está Lorenzo Tarantelli, que dubla a versão nacional do próprio “Young Sheldon”.
“A gente se sentia dentro praticamente do filme. Mesmo não tendo a imagem. Acho que o Alê colocou bastante na nossa cabeça o cenário. No começo eu imaginava uma coisa e ficou bem parecido.”

Fonte: Pop & Arte