Oscar anuncia que exigirá padrões de diversidade a partir de 2024

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A partir de 2022, critérios já serão observados para a escolha dos finalistas da premiação

Reprodução/InstagramPremiações de 2022 e 2023 servirão como período de transição para 2024

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou nesta terça-feira que mudará substancialmente o regulamento do Oscar para exigir que os indicados a melhor filme atendam a padrões mínimos de inclusão de diversidade racial. As exigências não serão aplicadas antes da premiação de 2024, mas já serão levados em conta a partir de 2022 – já que para 2021, a grande maioria dos filmes que devem concorrer já foram lançados ou rodados.

Entre os requisitos – que por enquanto não precisam ser atendidos por todos – estão que pelo menos um dos protagonistas represente minorias, ou 30% do elenco secundário, assim como a equipe técnica. “Acreditamos que estes padrões de inclusão serão um catalisador para mudanças essenciais e duradouras em nossa indústria”, disse o comunicado da instituição, assinado por David Rubin, presidente, e Dawn Hudson, CEO.

O anúncio acontece em meio aos protestos raciais nos Estados Unidos, após anos a fio de críticas pela falta de diversidade entre os indicados, o que além do mais refletiu a dinâmica do trabalho na indústria audiovisual dos EUA. Os executivos afirmam que as novas regras são uma “abertura” que pretende garantir que filmes reconhecidos no Oscar “reflitam a diversidade da população global” na criação e na apresentação de filmes ao público.

Para as edições do Oscar de 2022 e 2023, como uma forma de transição, todos os filmes que quiserem competir apresentarão uma ficha mostrando os requisitos que cumprem. A Academia de Hollywood estipulou que as produções que concorram a melhor filme devem atender a pelo menos dois dos quatro padrões – apresentação na tela, trabalho de equipe criativa, oportunidades de acesso à industria audiovisual e/ou promoção do público.

Para o quesito de representação na tela e narrativa, o filme deve incluir um dos seguintes critérios: um dos protagonistas deve ser de uma minoria racial, 30% do elenco secundário deve ser de grupos pouco representados, ou a história deve ter como foco representantes de um desses grupos.

Para a equipe criativa, os critérios são: ao menos dois cargos de gerência criativa deverão ser de grupos pouco representados; que eles façam parte de seis cargos inferiores ou que pelo menos 30% da equipe seja composta por esses grupos.

Da mesma forma, os padrões de oportunidades de acesso e desenvolvimento e promoção do público exigem que os cargos de bolsistas e estagiários ou gerentes e publicitários em cada projeto levem em conta estes critérios de diversidade. Por minoria racial, a Academia cita asiáticos, latinos, hispânicos, negros, indígenas, pessoas do Oriente Médio, nativos do Havaí ou das Ilhas do Pacífico, e “outras raças ou etnias pouco representadas”.

* Com EFE





Fonte: Jovem Pan

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