Katy Perry: 5 motivos para ouvir o novo álbum da cantora

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O mundo da música pop está em festa: Katy Perry acaba de lançar seu quinto álbum de estúdio, intitulado ‘Smile’. O trabalho, em seu conceito visual, explora a temática circense por meio da ótica do ‘Sad Clown’ – ou ‘Palhaço Triste’ em português – que é uma expressão usada para falar sobre pessoas que precisam sorrir por fora e entreter a plateia, mesmo enfrentando problemas internos, como a depressão e ansiedade. O álbum é o primeiro lançamento oficial da cantora desde ‘Witness’, lançado em junho de 2017, e conta com faixas já conhecidas do público, como ‘Harleys In Hawaii’, ‘Daisies’ e o sucesso ‘Never Really Over’. Durante recente transmissão ao vivo em suas redes sociais, Katy contou aos fãs que o trabalho é praticamente um diário que registra sua jornada em busca da recuperação de seu sorriso. 

“Quando você olha para a capa do ‘Smile’, você me vê como um palhaço triste e a palavra ‘sorriso’ em um formato de sorriso. Mas não é algo como eu dizendo ‘ei, sorria’ ou ‘você precisa se manter positivo ou otimista’. É melancólico. É uma sátira e é melancólico”, explicou a cantora durante entrevista exclusiva ao Apple Music. Katy Perry é um dos principais nomes femininos da música pop mundial e ostenta números incríveis. No Spotify, a cantora conta com mais de 35 milhões de ouvintes mensais fixos e ocupa a 38º posição dos artistas mais consumidos do mundo, tornando o disco um dos álbuns mais esperados do ano. Por isso, listamos 5 motivos especiais pelos quais você deveria separar 37 minutos do seu dia para ouvir o ‘Smile’. Confira!

Superação da depressão

Não é coincidência que Katy Perry é vista como um dos maiores nomes da música. Desde seu primeiro álbum de estúdio, o ‘One Of The Boys’ (2008), a cantora é um nome conhecido das paradas musicais de todo o mundo e coleciona recordes importantes em seu portfólio. Com ‘Teenage Dream’ (2010), Katy emplacou cinco singles no topo da Billboard Hot 100 – o principal termômetro de popularidade musical do mundo – e tornou-se a primeira artista feminina a conseguir tal feito. Até agora, agosto de 2020, nenhum outro nome da música chegou perto o suficiente para fazer tremer o reinado de Perry na parada. 

Apesar disso, a fábrica de hits de Katy e sua discografia perfeita sofreram um grande impacto em 2017, com o lançamento de ‘Witness’ – álbum com forte influência política e que não fez sucesso entre o público e crítica especializada. O fracasso, ainda inexistente no dicionário da cantora na época, abalou suas estruturas e abriu caminhos para pensamentos sombrios e problemas psicológicos. “Eu não consegui sair da cama por semanas, fui diagnosticada com depressão, precisei tomar remédios pela primeira vez na minha vida. Eu tinha vergonha! Eu pensava: ‘Eu sou a Katy Perry, escrevi ‘Firework’ e agora estou tomando remédios”, contou em entrevista à rádio Beats 1. “O mundo não queria mais me ouvir naquele momento”, completou. ‘Smile’ é justamente sobre isso: o processo de emergir da depressão e encontrar a felicidade de novo. 

Trabalho e maternidade

‘Smile’ chega às plataformas digitais lançado por uma Katy Perry que acaba de dar à luz a sua primeira filha com o ator Orlando Bloom. De inspirações para as faixas até a gravação de videoclipes e performances para a TV, a cantora trabalhou – mesmo com a pandemia de Covid-19 – toda a divulgação do disco compartilhando com o mundo detalhes de sua primeira gestação. 

Desde quando anunciou a gravidez, com o videoclipe de ‘Never Worn White’, Katy contou aos fãs que não tinha certeza se o álbum chegaria antes ou depois de sua filha. Com isso, o desenvolvimento do disco e da criança aconteceram simultaneamente – deixando tudo ainda mais especial para a cantora. Daisy Dove Bloom, a primeira filha do casal, chegou pouco antes do álbum! Na madrugada da última quinta-feira, 27, o casal usou as redes sociais do Unicef para anunciar que a criança havia nascido com saúde e segurança. “Estamos flutuando de amor e admiração”, disseram.

Em recente entrevista, Perry contou que ‘What Makes a Woman’, com letras explorando o empoderamento feminino, é uma espécie de carta aberta à filha. “Ela pode mudar sempre que ela quiser. Ela pode experimentar de tudo, se quiser; descobrir onde se encaixa. Acho que essa música é importante para mim e para ela”, disse em entrevista à NRJ Lebanon. Além disso, esse também é o primeiro álbum lançado pela cantora enquanto noiva do ator Orlando Bloom. 

Letras mais complexas do que nunca

A composição das músicas é um dos pontos principais do álbum. Nele, diferente dos lançamentos anteriores, Katy explora o período de sua depressão com letras mais complexas e sombrias, focando em termos que giram em torno do choro, da redenção e do desabafo. Em ‘Only Love’, por exemplo, Perry canta sobre como seria seu último dia na Terra com versos mais atormentados do que nunca. “Oh, meu Deus, quanto tempo eu gastei perdida dentro da minha própria cabeça?”, canta. Com isso, a cantora volta a explorar um conceito apresentado por ela no lançamento de seu álbum anterior: pop com propósito. De acordo com a própria Katy, ela quer usar sua maior arma – a voz – para levantar reflexões e questionamentos importantes para a sociedade, misturar os elementos da música pop e sua popularidade para falar sobre o que “realmente importa”.

Vai chorar? Então chora dançando

Apesar das letras mais complexas, sombrias e vulneráveis, Katy Perry não deixou sua sonoridade pop chiclete – tão amada pelos fãs – de lado. ‘Smile’ explora elementos da música eletrônica e dance pop com grooves e baladas emocionantes. O resultado disso são músicas animadas, feitas para dançar, com letras mais pesadas. ‘Teary Eyes’, a terceira faixa na tracklist, é um exemplo perfeito disso. “Só continue dançando com os olhos lacrimejantes”, canta Katy. A combinação da animação sonora com letras mais reflexivas e profundas, no entanto, não é uma novidade na discografia de Perry. Antes, a cantora lançou ‘The One That Got Away’, presente em seu segundo álbum de estúdio, com as mesmas características. Atualmente, o single conta com mais de 760 milhões de plays no YouTube. Sucesso!

 

Katy Perry em sua essência

Desde seu segundo álbum de estúdio, o ‘Teenage Dream’, Katy Perry tem recebido convidados mais do que especiais para dividir algumas faixas, mas essa ‘tradição’ acaba no ‘Smile’: o disco não conta com nenhuma parceria. Além disso, essa também é a primeira era da cantora assinando sozinha a produção executiva do trabalho. Entre as parcerias mais famosas da cantora estão “California Gurls”, com Snoop Dogg, “ET”, com Kanye West e “Dark Horse”, com Juicy J. Na internet, fãs especulam que uma parceria pode aparecer em forma de remix, futuramente. Pra quem gosta de Katy Perry em sua essência, ‘Smile’ é um prato cheio!

O disco está disponível em todas as plataformas de streaming. Ouça:

 

 



Fonte: Jovem Pan

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