Janja lamenta morte de Gal Costa: 'Não pode ser'


Futura primeira-dama lamentou em rede social a morte da cantora, aos 77 anos, nesta quarta-feira (9). Janja Lula da Silva, mulher do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e futura primeira-dama do Brasil, lamentou a morte da cantora Gal Costa, nesta quarta-feira (9);.
“Como assim Gal?? Não pode ser”, escreveu Janja em uma rede social.
Pouco depois, a jornalistas em Brasília, Janja voltou a comentar a morte da cantora:
“Estou muito triste que eu soube agora há pouco da morte da Gal Costa, uma companheira que esteve com a gente aí nessa caminhada. A gente abraçou ela neste ano em um show dela da Mangueira, no canecão. Estou muito triste. É um momento de alegria, de encontrar com vocês, mas também é um momento em que estou muito triste. Então eu queria deixar um abraço para a família da Gal, para todo mundo. Ela vai estar sempre nos nossos corações e vamos repercutir a voz dela pra sempre”, disse Janja.
A informação da morte de Gal Costa foi confirmada pela assessoria da cantora. Ela havia dado uma pausa em shows, após passar por uma cirurgia para retirar um nódulo na fossa nasal direita.
Bastidores dos últimos álbuns de Gal mostram como ela manteve o espírito tropicalista até o fim; ouça no podcast g1 ouviu
Ela estava em turnê com o show “As várias pontas de uma estrela”, no qual revisitava grandes sucessos dos anos 80 do cancioneiro popular da MPB. “Açaí”, “Nada mais”, “Sorte” e “Lua de mel” são algumas das músicas do repertório.
Bem recebido pelo público e pela crítica, esse show fez com que a agenda de Gal ficasse agitada após a pandemia. A estreia aconteceu em São Paulo, em outubro do ano passado.
Além de rodar o Brasil, Gal entrou na programação de vários festivais e ainda tinha uma turnê na Europa prevista para novembro, mas que também foi cancelada por conta da cirurgia.
Carreira
Maria da Graça Costa Penna Burgos nasceu em 26 de setembro de 1945 em Salvador e foi uma das maiores cantoras da história da música brasileira.
Gal Costa durante show em São Paulo em junho de 2013
Adriana Spaca/Brazil Photo Press via AFP/Arquivo
Foram 57 anos de carreira iniciada em 1965 quando a cantora apresentou músicas inéditas de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Ela ainda era Maria da Graça quando lançou “Eu vim da Bahia”, samba de Gil sobre a origem da cantora e do compositor.
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Três anos depois, veio outro clássico: “Baby”, de Caetano Veloso. A canção foi feita para Maria Bethânia, mas Gal a lançou em disco e a projetou no álbum-manifesto da Tropicália. “Divino maravilhoso” (de Gil e Caetano) foi outra da fase tropicalista.
Ao longo dos anos 60 e 70, ela seguiu misturando estilos. Dedicou-se ao suingue de Jorge Ben Jor com “Que pena (Ela já não gosta mais de mim)” e foi pelo rock com Cinema Olympia, mais uma de Caetano. “Meu nome é Gal”, de Roberto e Erasmo Carlos, serviu como carta de apresentação unindo Jovem Guarda e Tropicália.

Fonte: Pop & Arte