Irmã de Paulo Gustavo manda recado a Bolsonaro: ‘Não ponha na sua boca o nome do meu irmão’

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Juliana Amaral se pronunciou nas redes sociais sobre o presidente ter mandado condolências à sua família após a morte do ator

Reprodução/ InstagramJuliana e Paulo Gustavo eram muito próximos

Menos de um mês após a morte do ator Paulo Gustavo, sua irmã Juliana reapareceu nas redes sociais mostrando uma tatuagem que fez em homenagem ao irmão e criticando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Juliana Amaral pediu para que o político “nunca mais ponha na boa o nome de seu irmão”, após saber que o presidente prestou condolências à sua família pela perda. Em texto no Instagram ela relembrou de quando Bolsonaro falou mal das vacinas e debochou de quem ficava sem ar pela Covid-19. “Também espero que o senhor não despeje sobre minha família os seus mais sinceros sentimentos pois eu não os aceito. Não sei que sentimentos tem um homem que deixa um país inteiro entregue à morte”, comentou. Logo após a morte do ator, Bolsonaro escreveu em suas redes sociais. “Meus votos de pesar pelo passamento do ator e diretor Paulo Gustavo, que com seu talento e carisma conquistou o carinho de todo Brasil. Que Deus o receba com alegria e conforte o coração de seus familiares e amigos, bem como de todos aqueles vitimados nessa luta contra a Covid”

Confira abaixo a íntegra da declaração de Juliana Amaral:

Sr. presidente, me disseram algo sobre o senhor ter postado condolências à minha família. Só agora tive forças de vir responder como o senhor merece, e o mínimo que eu posso lhe dizer é que, por coerência, nunca mais ponha na sua boca o nome do meu irmão. Essa boca que disse não à vacina e condenou tantos à morte, essa mesma boca que debochou imitando pessoas com falta de ar, pessoas que viveram o horror que meu irmão viveu, não pode ser usada para pronunciar o nome dele nem lamentar a morte de todos os vitimados pela Covid. Também espero que o senhor não despeje sobre minha família os seus mais sinceros sentimentos pois eu não os aceito. Não sei que sentimentos tem um homem que deixa um país inteiro entregue à morte. Guarde pra você seus sentimentos e não nos obrigue a lidar com eles. Seus votos de pesar também peço que deposite em sua própria consciência, pois é sobre o seu governo que pesa a pior gestão desta pandemia mundial. Espero que o senhor saiba que meu irmão e você não tinham nada em comum. Vocês trafegam em vias opostas. Enquanto ele ia na estrada da vida, do afeto, da generosidade e empatia, o senhor vem pelas trevas, trazendo escuridão e morte. O Brasil que o senhor comanda carrega nas costas quase 500 mil filhos mortos, e dentre eles o meu irmão.





Fonte: Jovem Pan