Filme da Netflix é acusado de sexualizar crianças; entenda a polêmica

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Produção francesa que estreou no catálogo do streaming nesta semana está sendo atacada por suposta hipersexualização de meninas

Reprodução/YouTube/Netflix‘Cuties’ venceu o Prêmio do Júri de Melhor Direção no Festival de Sundance 2020

O filme “Cuties” (“Lindinhas”, em tradução livre), que estreou na Netflix na quarta-feira (9), têm causado incômodo entre parte da audiência da plataforma de streaming. Nesta quinta-feira (10), a #CancelNetflix foi dos assuntos mais comentados no Twitter após usuários questionarem a inclusão da produção no catálogo da plataforma, já que, segundo as críticas, a produção francesa sexualizaria crianças que se conhecem por meio da dança. Lançado no Festival de Sundance deste ano, “Cuties” é apresentado em sua sinopse como a trama sobre uma menina de 11 anos chamada Amy, que “começa a se rebelar contra as tradições conservadoras da família e encontra seu lugar em um grupo de dança da escola”. O filme foi o vencedor do Prêmio do Júri de Melhor Direção (Competição Internacional – Drama) no Festival de Sundance de 2020.

Esta não é a primeira vez que “Cuties” causa polêmica na Netflix. Responsável pela distribuição mundial do longa, a empresa já se desculpou publicamente, no mês passado, pela criação de um cartaz que trazia as crianças em poses hipersexualizadas. “Pedimos perdão pela arte inapropriada que usamos para o filme ‘Cuties’. Foi errado e a arte não representava corretamente o conteúdo deste filme francês que venceu um prêmio em Sundance”, afirmou um porta-voz da Netflix na época de divulgação da produção.

Críticas internacionais classificaram o filme como o oposto de uma “sexualização infantil”, já que, segundo o site The Spoon, a produção “tenta achar liberdade para garotas (…) e cutuca de modo desconfortável a sexualização de menininhas” – ou seja, o filme usa da suposta sexualização das crianças para causar o incômodo no telespectador de forma proposital. A Netflix não se manifestou até o momento sobre as críticas da audiência brasileira.





Fonte: Jovem Pan

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