Confira quais atores, diretores e filmes foram esnobados no Oscar

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Os longas ‘Destacamento Blood’ e ‘Bacurau’, os cineastas Spike Lee e Aaron Sorkin e os astros Delroy Lindo e Eddie Redmayne estão na lista de esquecidos pela Academia

Divulgação/Netflix“Destacamento Blood”, filme de Spike Lee com Chadwick Boseman, foi um dos principais esnobados deste ano

Tradicionalmente, o Oscar premia os melhores filmes, diretores, atores e atrizes de cada ano no cinema. Entretanto, em quase todas as cerimônias há produções que acabam sendo esnobadas pela Academia. Um dos exemplos mais famosos é o de Leonardo DiCaprio em “Titanic”. O ator não foi lembrado na cerimônia de 1998 mesmo sendo um dos grandes destaques do filme que arrebatou 11 estatuetas naquele ano. Na edição 2020, houve alguns esquecidos, como “Rocketman”, que só recebeu uma indicação, além de “Joias Brutas” e “Meu Nome É Dolemite”, não lembrados para nenhum prêmio. Neste ano, a lista de quem ficou chupando o dedo inclui o renomado diretor Spike Lee e o longa brasileiro “Bacurau”. Há também casos com o de “Os Sete de Chicago”, sucesso da Netflix que concorre em seis categorias, mas cujo diretor, Aaron Sorkin, foi desprezado. Confira a lista de esnobados do Oscar deste ano:

“Destacamento Blood”

Com lançamento afetado pela pandemia, “Destacamento Blood” chegou à Netflix em junho de 2020. Isso acabou impactando nas indicações do filme em diversas premiações. Considerada como certa em 2020, a indicação do ator principal, Delroy Lindo, não aconteceu, surpreendendo os fãs do longa. Outra ausência que intrigou os espectadores foi a de Chadwick Boseman na categoria de ator coadjuvante. Por fim, o diretor Spike Lee também pode ser considerado um esnobado levando em conta a recepção do filme. Ele também não foi lembrado em outras premiações.

“One Night In Miami…”

Não dá para dizer que o longa, lembrado em três categorias, não teve o reconhecimento da Academia. “One Night in Miami…” concorrerá às estatuetas de melhor ator coadjuvante (Leslie Odom Jr.), melhor roteiro adaptado e melhor canção original (“Speak Now”). Entretanto, indicações que pareciam certas acabaram não acontecendo. Dentre elas, está a de Regina King ao prêmio de melhor direção. Além disso, o longa distribuído pela Amazon figurava como um dos possíveis indicados a melhor filme, o que não se concretizou. Lembranças nas categorias técnicas, como design de produção, fotografia e figurino, também não ocorreram.

“Os Sete de Chicago”

O filme da Netflix foi um dos mais indicados do Oscar 2021. Entretanto, também sofreu com algumas predileções da Academia. A maior delas envolve o diretor do longa, Aaron Sorkin, que, assim como Regina King, figurava como presença certa na lista final da categoria. Também é possível dizer que houve esquecimento nas categorias de atuação, uma vez que diversos integrantes do elenco entregaram grandes trabalhos no filme, com destaque para Yahya-Abdul Mateen II, Mark Rylance e Eddie Redmayne. Apenas Sacha Baron Cohen vai concorrer ao prêmio de melhor ator coadjuvante.

“Minari”

Assim como “Os Sete de Chicago”, “Minari” recebeu seis indicações ao Oscar, sendo duas delas nas categorias de atuação: Steven Yeun (melhor ator) e Youn Yuh-Jung (melhor atriz coadjuvante). Entretanto, um dos grandes destaques do filme, Alan Kim, acabou ficando de fora. O ator mirim de apenas 8 anos recebeu indicações no BAFTA, no Critic’s Choice Awards e surgia como um dos candidatos na categoria de melhor ator coadjuvante, mas acabou ficando de fora da lista final.

“Bacurau”

Mesmo tendo estreado em 2019, o filme brasileiro chegou aos cinemas americanos em 2020, o que o tornou elegível para o Oscar 2021. O páreo era duro, mas existia a expectativa de que fosse lembrado em alguma categoria. “Bacurau”  foi inscrito, por exemplo, na principal categoria da premiação, a de melhor filme, com a esperança de repetir o feito do sul-coreano Parasita em 2020. Mas não será desta vez que o Brasil conseguirá a sonhada estatueta. Vale lembrar que a obra de Kleber Mendonça Filho não poderia concorrer neste ano como melhor filme internacional devido aos critérios utilizados pela Academia.





Fonte: Jovem Pan