Volta às aulas presenciais: como será o 2º semestre nas escolas de São Luís | Maranhão

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As aulas presenciais devem ser retomadas na rede pública de São Luís em agosto, em diferentes datas. As atividades devem funcionar de forma híbrida e com rodízio de estudantes em atividade presencial, oferecendo aos alunos a possibilidade de fazer os estudos pela internet, por conta da pandemia da Covid-19. Confira abaixo:

No ensino público estadual, referente ao ensino médio, as aulas no primeiro semestre aconteceram de forma não presencial por meio de plataformas online (Plataforma Gonçalves Dias), aulas em rádio, TV e plataforma de streaming de áudios.

Segundo o governo, as escolas têm ofertado material impresso na situação de impossibilidade de acesso à internet; além da realização de formações diversas para os agentes escolares de forma a qualificar as aulas remotas em tempo de pandemia.

O retorno às aulas no 2º semestre será em sistema híbrido e está prevista para o dia 2 de agosto, com um processo progressivo, de acordo com cada instituição de ensino. A volta será por grupos de escolas e terá a aplicação de protocolo sanitário específico para a educação com medidas preventivas e de combate à Covid-19.

No primeiro semestre de 2021, as aulas na rede municipal (infantil e fundamental) foram realizadas por meio do ensino remoto, com atividades impressas entregues aos alunos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), para o segundo semestre, a partir de 2 de agosto, serão feitas formações pedagógicas, inclusive sobre o protocolo sanitário, para gestores, professores, familiares e alunos. Segundo a prefeitura, essa etapa é fundamental para o retorno seguro e gradual das aulas presenciais em formato híbrido, que ocorrerá a partir de 16 de agosto.

As escolas com o ensino híbrido terão as atividades realizadas por grupos de alunos para cada semana. Em uma semana, parte dos alunos terá aulas presenciais e na semana seguinte terão aulas remotas, assim sucessivamente. Para as escolas que não retornarem no formato híbrido, as atividades letivas seguirão através do ensino remoto, com o uso do Google Classroom, até que sejam preparadas e anunciadas para o novo formato de ensino.

Segundo a prefeitura, um protocolo de saúde foi elaborado e aprovado por entidades da educação, com um conjunto de medidas sanitárias elaboradas para a segurança dos alunos, profissionais da educação e famílias nas escolas, que receberão itens de higiene e cuidado. No ambiente de ensino será obrigatório o uso de máscaras, o distanciamento social, a lavagem regular das mãos e o uso do álcool em gel.

Com o retorno das aulas, haverá um novo momento de avaliação diagnóstica para verificar o nível de conhecimento dos alunos, para a aplicação da política de recuperação da aprendizagem, compensando e reforçando os conteúdos letivos.

Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Maranhão, as aulas nas escolas particulares já mantinham o ensino híbrido, onde parte das aulas eram remotas, e parte eram presenciais.

Após as férias de julho, as aulas no segundo semestre vão retornar no dia 1º de agosto, ainda seguindo protocolos sanitários de segurança contra a Covid-19.

Há uma diretriz do governo federal?

Em 30 de junho, véspera da audiência do ministro no Senado, o MEC divulgou em uma rede social o Guia de Retorno às Aulas Presenciais, um documento elaborado pela pasta em 2020.

Uma análise do documento feita pelo físico Vitor Mori, do Observatório Covid-19, a pedido do G1, indicou que ainda há muito foco em limpeza de superfícies e pouca informação sobre a importância de fazer atividades em ambientes ventilados ou cuidar para que haja ventilação dos espaços.

“Tem um foco desproporcional em relação à higienização de superfícies”, afirma. “Hoje a gente sabe que transmissão por superfícies é muito improvável. É menos de 1 em 10 mil, segundo o CDC”, afirma Mori. “Há várias coisas que são comprovadamente ineficazes, no protocolo, como medir temperatura. Já a importância da ventilação e máscaras PFF2 ficam diluídas”, avaliou.

O que dizem os especialistas?

Para Olavo Nogueira, diretor-executivo da organização Todos pela Educação, é “positivo que estejam dando um senso de urgência ao tema do retorno emergencial das aulas”.

“Agora, é de uma enorme hipocrisia esse governo falar que desde o início da pandemia tem cumprido o seu papel coordenador, articulador, de apoio aos estados e municípios, que fez de tudo o que estava a seu alcance para enfrentar a pandemia na educação, para apoiar o processo de reabertura das aulas. Isso não é verdade”, disse Nogueira.

O diretor-executivo da Todos pelo Educação diz que o que ocorreu, na verdade, é “rigorosamente o contrário”.

“A gente teve um governo que no caso da educação foi completamente ausente, omisso. Alguns exemplos: o MEC, nos primeiros meses de pandemia, quando ficou claro que precisaria de uma resposta emergencial por meio do ensino remoto, foi incapaz de articular uma ação coordenada entre os estados e municípios”, disse.

“O governo foi incapaz de fazer algo que em vários países, mesmo com estrutura federativa parecida com a do Brasil, foi feito, que é elencar parâmetros nacionais para tentar guiar a tomada a decisão sobre uma reabertura segura nas cidades. Uma parte dos estados e municípios não conseguiu elencar critérios claros e consistentes para fim dessa tomada de decisão”, completou.



Fonte: Fonte: G1