USP em greve: em votação acirrada, alunos da Poli deixam a paralisação e voltam às aulas – Notícias



Em votação acirrada, os alunos da Escola Politécnica decidiram não dar continuidade à greve pela contratação de professores efetivos na USP (Universidade de São Paulo), iniciada no dia 18 pelos alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).


Dos 2.414 votos válidos, 1.214 alunos votaram para não dar continuidade à greve na Faculdade de Engenharia. Isto é, 50,28% dos alunos decidiram encerrar a greve pela contratação de mais docentes. Foram 71 abstenções.


Em relação aos piquetes — recurso para bloquear a entrada das salas de aula com mesas e cadeiras —, 1.328 disseram não concordar com seu uso nas aulas e 114 se abstiveram.


Todas as aulas e as atividades da faculdade voltarão a partir da próxima segunda-feira (8). Algumas aulas já aconteceram na tarde desta sexta-feira (6).



Os alunos da Poli aderiram à greve no dia 25 de setembro, após duas décadas sem participar de uma paralisação.


Em relação às reivindicações levantadas pelo movimento, todas foram apoiadas pela maioria dos alunos, seja por completo ou parcialmente.


Cerca de 61% dos votos válidos apoiaram a contratação de professores, enquanto 25% concordaram parcialmente. Mais de 48% votaram a favor da reestruturação do programa pedagógico, e 62% acreditam que não deve haver punição aos estudantes grevistas.


O plebiscito foi realizado online entre quarta (4) e quinta-feira (5).


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Há mais de uma década, a USP se arrasta com uma crise financeira e sofre com o congelamento de vagas devido à pandemia de Covid-19. Dados da Adusp, a Associação de Docentes da Universidade de São Paulo, revelam que a universidade perdeu 818 professores entre 2014 e 2023.


A USP afirmou que vai liberar mais 148 vagas para a contratação de professores, na última quarta-feira (4), após reunião entre alunos grevistas e representantes da reitoria. As mesmas vagas haviam sido prometidas para ser preenchidas em 2024, o anúncio procura acelerar o processo.


Os alunos da USP ainda devem se reunir entre si na próxima segunda-feira (8) para discutir se continuarão com a greve. 


* Sob a supervisão de Celso Fonseca


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