Unicamp terá retorno gradual das aulas presenciais no ritmo da vacinação dos alunos no 2º semestre, diz reitor | Campinas e Região

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A Unicamp prevê, para o segundo semestre, uma retomada gradual das atividades presenciais nos campi acompanhando o ritmo da vacinação de alunos e servidores, segundo informou o reitor Antonio José de Almeida Meirelles, o Tom Zé, nesta terça-feira (13). O plano definido pela Universidade Estadual de Campinas (SP) projeta o retorno dos estudantes depois de 14 dias da imunização completa deles. O reitor espera a volta plena para o início de 2022.

Apesar do governo estadual permitir, já para o início do segundo semestre, as atividades presenciais com 60% da capacidade das salas, na Unicamp as aulas recomeçarão da forma que encerraram no primeiro semestre, com atividade presencial apenas nos cursos da área de assistência pessoal, como enfermagem e medicina, no Hospital de Clínicas e em pesquisas laboratoriais da pós-graduação.

Para aulas teóricas e práticas de graduação e pós, que seguem remotas, Tom Zé explicou que, mesmo com o critério básico da imunização da comunidade acadêmica, as regras de capacidade das salas em 60%, distanciamento de 1,5 metro e uso obrigatório de máscara serão mantidas.

Com base na previsão do governo estadual de vacinar, com primeira dose, todos os adultos até 20 de agosto, alguns estudantes poderão ter a imunização completa apenas em novembro, a depender da vacina recebida. Sobre isso, o reitor afirmou que pode ocorrer um retorno escalonado.

Reitor da Unicamp, Tom Zé, assumiu a função em abril deste ano — Foto: Antonio Scarpinetti / Unicamp

Outra possibilidade é jogar as aulas práticas, que necessitam da estrutura dos campi, mais para o fim do semestre.

“Nós podemos trabalhar com a hipótese de trabalhar as aulas práticas em novembro, e esse problema ficaria de ordem menor. (…) Outra possibilidade seria a gente verificar quem são as pessoas que já estão com segunda dose e essas voltarem à atividade presencial enquanto as outras estão sendo vacinadas”, afirmou.

Ao todo, a Unicamp tem 2 mil docentes, 6,7 mil funcionários e 33,2 mil alunos de todas as etapas de ensino e pesquisa. São três campi: Campinas, Piracicaba e Limeira.

Refeição, moradia e estrutura: problemas adicionais

Tom Zé explicou que a Unicamp ainda vai definir soluções para questões importantes da retomada, como a capacidade das aulas, as refeições oferecidas nos campi e a moradia dos estudantes.

“Quais são esses problemas: mais de 60% dos nossos alunos são de fora da Região Metropolitana de Campinas, isso implica que o retorno depende de condições de moradia, então a gente tem que acionar com certa antecedência. A outra coisa é que a nossa estrutura de sala de aula está dimensionada para as nossas turmas. (…) Isso significa que a gente vai ter que trabalhar com a hipótese de pessoas assistindo aulas remotamente e outras assistindo a mesma aula presencialmente”.

“A gente fornece 17 mil refeições por dia na Unicamp, então temos que planejar esse retorno porque nós estamos tendo refeição, mas que estão sendo vendidas na forma de marmita e em número bem menor”, explicou.

O reitor define que a estratégia da Unicamp respeitará dois princípios. “Nós estamos seguindo duas coisas: todos os cuidados, e isso implica em vacinação plena dos funcionários, professores e estudantes, com o desejo de voltar o mais rápido possível. A gente vai tornar essas duas coisas mais compatíveis”.

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Fonte: Fonte: G1