Um ano depois de passar em medicina na UFSC, ex-faxineiro cria negócio e oferece método que o ajudou na aprovação | Santa Catarina

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“[O flash card] te faz um questionamento direcionado incitando a pessoa a formular a própria resposta (como em uma questão discursiva), promovendo dessa forma um aprendizado mais ativo”, explica Bruno, que mora em Camboriú, no Litoral Norte catarinense.

Bruno conta que a ideia surgiu em 2019 com a necessidade de revisar os conteúdos fora de casa. Na época, ele estudava para o vestibular e trabalhava como faxineiro e jovem aprendiz em um hospital particular de Balneário Camboriú, também no Litoral Norte.

“Foi uma época difícil, lembro que levava os cards para o hospital onde trabalhava e ficava revisando sempre que surgia uma folguinha. Usava muito no ponto de ônibus ou dentro da condução quando não estava muito cansado. Como a revisão é a chave para para não esquecer um conteúdo, os cards me ajudaram muito, visto que não tinha tempo para aplicar outros métodos”, relembra.

Método de revisão foi reformulado pelo próprio estudante — Foto: Bruno Eulálio Santos/ Arquivo Pessoal

O lançamento do sistema de cards ocorreu há uma semana e, até a segunda-feira (26), o estudante já havia vendido 27 pacotes.

Segundo ele, o método original dos flash cards consiste no uso de palavras-chave ou somente fórmulas para decorar a informação. Foi a partir da própria experiência que o estudante começou a pensar comercialmente na estratégia de estudos.

“Percebi que especificamente para o vestibular não era muito efetivo [o método original], pois são poucos os vestibulares hoje em dia que querem saber, por exemplo, o ano de determinado evento. Então, pensei em fazer uma sequência de perguntas que abrangessem início, meio e fim da matéria. Não necessariamente usar somente conceitos-chave ou fórmulas”, afirma.

Projeto foi lançado em abril — Foto: Bruno Eulálio Santos/Arquivo Pessoal

Método para 36 semanas de revisão

O método, segundo ele, é dividido em 36 semanas de revisão de 11 disciplinas. Cada uma delas tem uma cor diferente. O conjunto ainda traz cards em branco para que, assim como Bruno, o estudante possa personalizar o próprio método de revisão.

A irmã e a namorada de Bruno também auxiliam no empreendimento do jovem. “[Foram elas] que me ajudaram a deixá-los com a carinha de hoje e estão no projeto da loja comigo me dando todo apoio no atendimento, montagem, cuidado das redes sociais”, afirma.

Mesmo com a aprovação do vestibular e a criação do projeto, Bruno afirma que não deixou de utilizar o método nos seus próprios estudos no curso de medicina na UFSC.

“Uso mais para o estudo de anatomia, que é onde tenho mais dificuldade e preciso revisar mais”, afirma.

Bruno está no segundo período do curso de medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — Foto: Bruno Eulálio Santos/Arquivo Pessoal

Atualmente, Bruno tem aproveitado que as aulas da instituição não estão sendo presenciais para investir nos cards e trabalhar dando aulas para vestibulandos. Futuramente, segundo ele, existe o projeto de expandir o método e levá-lo para o alcance dos estudantes dentro da universidade.

“Esse é um sonho futuro, assim como esse [da medicina] era um tempo atrás! Aos poucos, estou amadurecendo a ideia”, conclui.

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Fonte: Fonte: G1