Prouni 2021: como funciona programa que distribui bolsas em universidades por meio do Enem | Educação

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As inscrições devem ser feitas até as 23h59 de 16 de julho, sexta-feira (horário de Brasília).

Esta é a primeira vez que os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020 poderão usar suas notas para tentar uma bolsa — na primeira edição do Prouni deste ano, para o primeiro semestre de 2021, foram considerados excepcionalmente os resultados do Enem de 2019, uma vez que o Enem 2020 teve datas adiadas por conta dos impactos da pandemia de coronavírus.

O Prouni é uma chance, por exemplo, para pessoas que não conseguiram com sua nota do Enem uma vaga em universidades públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), e podem agora entrar em uma faculdade privada com uma bolsa.

O programa do Ministério da Educação atende pessoas sem diploma universitário e que têm renda de até três salários mínimos — com algumas exceções. Confira abaixo estes e outros detalhes.

Antes dos detalhes, os principais prazos do Prouni do 2º semestre de 2021:

  • Inscrições: 13 a 16 de julho;
  • Resultado da primeira chamada: 20 de julho;
  • Comprovação de informações da primeira chamada: 20 a 28 de julho;
  • Resultado da segunda chamada: 03 de agosto;
  • Comprovação de informações da segunda chamada: 03 a 11 de agosto;
  • Registro de interesse em participar da lista de espera: 17 a 18 de agosto.

Requisitos: Enem, renda e perfil

A candidata ou o candidato a uma bolsa devem ter participado do Enem 2020 e tirado uma nota igual ou superior a 450 pontos na média das cinco provas que compõem o exame, e também nota acima de zero na prova de redação. Não pode se inscrever quem fez o Enem na modalidade de “treineiro”. Quanto maior a nota, maior a chance de conseguir uma bolsa.

Depois de atraso com pandemia, Enem 2020 finalmente será usado como referência do Prouni 2021.2 — Foto: Getty Images via BBC

Com exceção de professores (leia mais abaixo), os candidatos devem comprovar renda familiar bruta de até 1,5 salário mínimo mensal por pessoa para bolsas integrais; e de até 3 salários mínimos por pessoa para bolsas parciais (de 50%). Mesmo pessoas e parentes que não sejam assalariados, mas sim autônomas e pensionistas, entre outras, têm formas para comprovar a renda familiar, como explica o site do Prouni.

Além dos critérios referentes ao Enem e à renda, o candidato deve se encaixar ainda em alguma dessas três situações:

  1. Ter cursado todo o ensino médio na rede pública, ou ter sido bolsista integral em uma escola particular; ou uma combinação das duas coisas (parte do ensino médio na rede pública, parte como bolsista integral);
  2. Ter alguma deficiência, independente de ter cursado ensino médio na rede pública ou particular;
  3. Ser professor da rede pública não graduado, efetivamente exercendo o magistério no ensino básico e integrando o quadro de pessoal permanente de uma instituição pública. Neste caso, não é necessário comprovar renda.

O que é preenchido na inscrição

A inscrição, gratuita e online, deve ser feita no site do Prouni.

O candidato deve ter ou fazer um login na plataforma do governo federal gov.br; e depois preencher informações sobre si e sobre sua família (como dados referentes à renda).

Depois, é preciso selecionar, em ordem de preferência, até duas opções de curso universitário — com variações na instituição, local, formação, turno e tipo de bolsa. Até o fim do prazo de inscrição, o candidato pode alterar suas opções — fica valendo a última opção confirmada.

O próprio sistema do Prouni apresenta as notas de corte para cada curso, o que pode orientar as escolhas de instituição, turno, tipo de bolsa entre outros. Estes dados não são atualizados em tempo real e mudam conforme entram as notas dos inscritos são inseridas — portanto, são apenas uma referência, e não “garantia de pré-seleção para a bolsa ofertada”, segundo site do programa.

Há também bolsas reservadas e que podem ser selecionadas por pessoas com deficiência ou autodeclaradas indígenas, pardos e pretas. Estas também devem cumprir os requisitos apresentados anteriormente (como de renda e nota mínima no Enem).

Tanto na primeira quanto na segunda chamada do Prouni, os candidatos pré-selecionados têm um prazo para comprovar, com documentos, as informações fornecidas na inscrição.

Segundo o Ministério da Educação, essa entrega de documentos pode ocorrer virtualmente, no site da universidade pretendida; ou presencialmente, a depender da instituição.

As universidades podem realizar ainda um processo seletivo próprio e sem taxas entre os pré-selecionados do Prouni — informando-os em até 24h após o resultado os detalhes e critérios desta etapa adicional.

Depois das duas chamadas, se ainda sobrarem bolsas, há uma nova chance: a lista de espera, para a qual o candidato deve registrar interesse em participar através do site do Prouni.

Esta lista é destinada a pessoas com situações variadas, como as que não foram pré-selecionadas nas chamadas regulares ou que se inscreveram em cursos que acabaram não formando turmas.

Assim como o Prouni, o Sisu utiliza dados do Enem para selecionar candidatos a vagas em universidades — neste caso, públicas.

Pode acontecer de uma pessoa ser selecionada nos dois processos. Neste caso, ela deve optar pela vaga através do Sisu ou do Prouni.

Há ainda uma interseção entre o Prouni e outro programa fundamental para o acesso ao ensino superior no Brasil, o Programa de Financiamento Estudantil – Fies.

Para quem conquistou uma bolsa parcial, mas não pode pagar 50% da mensalidade, é possível se candidatar também a um financiamento, caso a universidade ofereça essa opção.



Fonte: Fonte: G1