Professor de universidade portuguesa será demitido após comentários machistas e xenofóbicos sobre brasileiras, diz jornal | Mundo

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp


Um professor de uma importante instituição de ensino superior de Portugal será demitido após ter feito comentários machistas e xenofóbicos sobre brasileiras, informou o “Jornal de Notícias” nesta quarta-feira (13).

Segundo a publicação, o docente teria chamado as mulheres brasileiras de mercadoria. Após denúncia, a Universidade do Porto entrou com um pedido de demissão contra o professor da Faculdade de Economia, Pedro Cosme da Costa Vieira.

O g1 perguntou por e-mail à Universidade do Porto sobre a situação do professor acusado e quais são as ações que a instituição deve tomar para situações como esta, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.

Em um despacho assinado em 9 de fevereiro, e publicado no dia 25 do mesmo mês, o reitor da universidade, António Manuel de Sousa Pereira, registrou que um processo disciplinar havia sido aberto contra Costa Vieira, e que havia iniciado um pedido de despensa do funcionário.

De acordo com o documento, ao qual o g1 teve acesso, Costa Vieira é identificado como professor assistente da instituição. O despacho diz ainda que não havia sido possível, à época, encontrar o docente para informá-lo sobre a decisão do desligamento.

Quais são as denúncias?

De acordo com a reportagem do “Jornal de Notícias”, a decisão de despedir o professor ocorreu após uma série de comentários racistas, xenofóbicos e machistas que ele teria proferido em sala de aula. Ao menos 129 alunos do curso de jornalismo teriam denunciado Costa Vieira à instituição.

O professor universitário teria dito frases como: “As mulheres brasileiras são uma mercadoria”, ou “Sabem o que é uma caçadeira? Aquela arma que os homens usam para matar as mulheres” e ainda “Qualquer dia a minha amiga Marta, do judo, que é ceguinha, vai chegar grávida”.

O g1 também enviou um e-mail ao professor Costa Vieira e, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.



Fonte: Fonte: G1