Produtos perto da validade tornam-se alternativa para muitos brasileiros

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De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico (Dieese), em março de 2022, o preço do conjunto de alimentos básicos para a sobrevivência humana aumentou em todas as capitais do Brasil.

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Essas altas expressivas ocorreram no Rio de Janeiro (7,65%), em Curitiba (7,46%), São Paulo (6,36%) e em Campo Grande (5,51%), entre outros estados. De fato, a menor variação foi registrada em Salvador (1,46%).

No entanto, em São Paulo, a cesta básica apresentou o maior custo, chegando a R$761,19, seguida do Rio de Janeiro R$750,71, Florianópolis R$745,47 e Porto Alegre custando R$734,28.

Essa dinâmica absurda nos preços fez com que as populações das classes C, D e E passassem a comprar alimentos perto das datas de vencimento, uma vez que esses produtos possuem um breve desconto (mas, na maioria das vezes, podem ser prejudiciais à saúde).

Além de ser a única saída de diversas famílias, que não recebem o suficiente para alimentar-se dignamente.

De acordo com o economista e professor universitário Ricardo Macedo, a maior procura por esse tipo de alimento está atrelada intimamente à diminuição do poder de compra do brasileiro comum mediante ao descaso da gestão do governo federal. O professor relata que “esse movimento é natural, principalmente nas classes mais baixas.

Apesar da recuperação de algumas posições no mercado de trabalho, seja de maneira informal ou de carteira assinada, o rendimento médio caiu, mas o preço dos alimentos subiu bastante. Para manter a quantidade de alimentos que está habituada a comer, a população tem optado por comprar esses produtos com preços baixos, mas que vão vencer mais rápido“.



Fonte: Fonte: R7