O Assunto #352: Escolas fechadas, o desastre social | O Assunto

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Foi em março que alunos começaram a ter aulas remotas por causa da pandemia. Agora, quase um ano depois, as escolas ainda não retomaram totalmente as aulas, enquanto comércio e outras atividades reabriram há meses no Brasil. Na Europa, instituições de ensino seguem abertas mesmo com novos lockdowns, decretados após a alta de novos casos. O que o fechamento de escolas por tanto tempo diz sobre o Brasil? “A escola tem que ser a última a fechar e a primeira a reabrir”, diz Priscila Cruz, em entrevista a Renata Lo Prete neste episódio. Priscila é co-fundadora e presidente do movimento Todos pela Educação. Ela analisa os reflexos para diferentes alunos brasileiros. “Garantir primeiro aqueles que mais precisam, como alunos em situação de vulnerabilidade, de fome, que não tem acessibilidade nenhuma e conectividade. Esses são os primeiros que precisam ir para as aulas presenciais”, diz. Priscilla fala como temos que agir para remediar os efeitos de um ano totalmente atípico: “É um pouco pós-guerra, essa reconstrução que acontece pós-guerra, que precisa se acelerar.” Participa também o médico Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria. Kfouri explica o que a medicina aprendeu sobre a transmissão de Covid por crianças e fala como a experiência de outros países pode servir de exemplo. “As crianças não aumentam o número de casos”, diz o médico. Para ele, “é injusto colocar na conta das crianças, da atividade escolar, um peso que a atividade escolar não tem”. E é categórico: “A escola reflete o mesmo parâmetro, a mesma quantidade de casos que estão sendo registrados na comunidade fora da escola.”

O que você precisa saber:

O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Gessyca Rocha, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Renata Bitar e Giovanni Reginato. Apresentação: Renata Lo Prete

Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.

Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…

Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.



Fonte: Fonte: G1

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