Ministro da Educação diz que parte dos funcionários do Inep se rebelaram após instalação de relógio de ponto | Paraíba

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, declarou nesta quinta-feira (2) que parte dos servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) pediram demissão depois que o órgão resolveu colocar um relógio de ponto para controlar as horas trabalhadas pelos servidores. As declarações foram dadas em Campina Grande, na segunda parada dele durante sua visita à Paraíba.

A crise no Inep se agravou em novembro, depois que 37 funcionários pediram demissão a poucos dias da realização do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2021, alegando “fragilidade técnica e administrativa da atual gestão máxima” do Instituto.

Mas, agora, o ministro defende uma nova teoria, que colocaria a culpa nos servidores e isentaria o Inep:

“Eu quero gente trabalhando. Eu quero honrar o dinheiro que o povo paga [para] o salário do funcionário público. É isso o que eu quero fazer. E a hora que a gente fala de relógio de ponto, alguns funcionários, não todos, se rebelam”, frisou o ministro.

Milton Ribeiro destacou que a saída dos servidores não era um desejo do Ministério, mas ponderou que se trata de um direito que eles têm. “Quando as pessoas não querem trabalhar juntos, numa mesma visão… a visão nossa é de seriedade”, prosseguiu.

O ministro falava de uma outra crise quando citou o exemplo do Inep. Pouco antes, ele discutia o fato de 80 coordenadores e consultores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) terem renunciado aos seus cargos. Eles eram responsáveis pelas avaliações quadrienais de cursos de mestrado e de doutorado do país, nas áreas de Química, Física e Matemática, e deixaram as suas funções por discordarem da suspensão dessas avaliações.

De acordo com ele, a pandemia fez com que questões cujas realizações eram dadas como certas acabassem sofrendo interrupções, mas garantiu que as avaliações serão retomadas. “Tudo já caminha para a normalização”, defendeu.

Em nota, a Capes defendeu que “não houve descaso algum para se obter a retomada das atividades da Avaliação Quadrienal; pelo contrário, as condutas praticadas pela presidência da CAPES e, a seu pedido, pela Advocacia-Geral da União, demonstram absoluta diligência na condução do caso”.

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Fonte: Fonte: G1