MEC prevê iniciar avaliação para ‘Enem seriado’ em 2021, e publica portaria com diretrizes | Enem 2020

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Em meio a novos pedidos de adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, marcado para 17 e 24 de janeiro (versão impressa), o Ministério da Educação (MEC) prevê iniciar em 2021 a avaliação de alunos para uma nova forma de seleção para o ensino superior, o Enem seriado.

A mudança faz parte do novo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Neste modelo, alunos do ensino médio são avaliados ao fim de cada ano escolar, começando em 2021 com os estudantes do primeiro ano.

Enem em 90 segundos

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Em 2023, quando estiverem no terceiro ano do ensino médio, estes estudantes terão acesso ao desempenho geral. Eles poderão optar por concorrer a uma vaga nas universidades por meio desta nota, ou ainda, fazer outra seleção, como o Enem tradicional ou os vestibulares de cada instituição.

“É importante que se comece o Enem seriado em 2021, porque quando chegar em 2023, esses jovens que estão fazendo o ensino médio, que vieram do 9º ano [do ensino fundamental] afetados pela pandemia e vão começar 2021 afetados pela pandemia, até lá conseguirem superar a questão de Covid”, afirmou ao G1 Alexandre Lopes, presidente do Inep, responsável pelas provas.

“Ao fazer o Enem seriado, de certa forma estamos dando proteção para quem começa o ensino médio na pandemia. Os alunos do primeiro ano, quando chegarem ao terceiro ano em 2023, com Enem seriado vão concorrer a vagas só entre si”, afirma.

A portaria com as regras e diretrizes para começar a implementar o Enem seriado foram publicadas nesta segunda-feira (11), no “Diário Oficial da União”. Elas fazem parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que pela primeira vez, passará a fazer provas censitárias nas quatro áreas de conhecimento. Até 2020, apenas o 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio faziam as provas do Saeb.

A portaria prevê que o Saeb será reformulado para implementar as mudanças recentes dos conteúdos pedagógicos estabelecidas a partir da aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), da Política Nacional de Alfabetização (PNA), e do novo Ensino Médio, respeitando as Diretrizes Curriculares Nacionais.

A prova terá “progressiva realização de aplicação eletrônica”. Segundo Lopes, em entrevista ao G1, ao contrário do Enem digital, em que alunos farão provas em computadores das escolas, a aplicação do Saeb será com tablet do governo.

“As provas serão feitas pelo meio digital com tablets oferecidos por nós. Os alunos saem de suas salas, vão ao local de prova, fazem a prova e voltam ao local de aula. Então, os alunos vão voltando ao longo da semana para fazer a prova. O Saeb já é assim, normalmente é feito em duas semanas”, explica Lopes.

Alexandre Lopes, presidente do Inep. — Foto: Gabriel Jabur/MEC

Ainda não está claro como a dinâmica irá se dar durante a pandemia, em que há possibilidade de as escolas estarem fechadas para conter o número de casos ou ainda, de haver aulas híbridas em que parte dos alunos assiste aula na escola e parte acompanha de casa, on-line.

As matrizes sobre o que será cobrado na prova ainda estão sendo desenvolvidas e devem ser divulgadas ao fim de fevereiro e início de março.

Em acordo com o Conselho de Secretários de Educação (Consed), foi definido que em 2021 serão avaliados conceitos de português e matemática, enquanto as redes públicas de ensino trabalham para implementar as regras do novo Ensino Médio. “Os demais itinerários vão ser cobrados no terceiro ano do ensino médio, em 2023”, afirma Lopes.

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Fonte: Fonte: G1

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